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3005 Words
Pedro-... Cedo da empresa dessa vez... -Fala olhando de soslaio pra mim. Dom- NÃO MUDE DE ASSUNTO PEDRO, QUE ZONA É ESSA AQUI? - Dessa vez ele pergunta entrando no quarto e avaliando cada detalhe. Pedro- Desculpa Dom, fiz apenas uma mini festa... -Diz e o tal Dom sorri em seco. Dom- Mini festa? Isso aqui ta um lixo Pedro... -Diz e pega uns massos de cigarro- Isso, ta se drogando de novo? Que droga Pedro me diga que você não esta se drogando! -Fala olhando feio pro Pedro e até eu estou com medo dele, caramba, mas tudo bem esse moleque merece mesmo! O Pedro apenas abaixa a cabeça e o Dom continua observando o quarto. Vejo do canto do olho, os garotos saírem de fininho e as meninas pegarem suas roupas tentando fugir. Dom- Pra onde vão? Nem pensem nisso, vocês e meu querido irmãozinho Pedro irão arrumar isso aqui e já! - Grita me fitando novamente e coçando a nuca. Pedro- Mas Dom, temos empregados pra isso... Não vou arrumar isso não. -Fala emburrado e Dom desvia o olhar do meu indo até o irmão. Dom- Vai, a se vai, você só me dá trabalho Pedro, quero isso um brinco e não se fala mais nisso...- Fala e Pedro acena positivamente cabisbaixo- Vamos, o que estão esperando?- Pergunta aos outros e eles se movem arrumando a cama e retirando as garrafas de bebidas. Enquanto isso continuo do mesmo jeito, imóvel. Sinto o olhar do tal Dom em mim e tento fazer um coque no cabelo, só pra relaxar, de longe escuto seus sussurros com o Pedro. Dom- Quem é a garota?- Pergunta. Pedro- Ah lembra da garota que eu disse que me bateu no racha? Pois é... -Fala sem muito interesse. Viro e vejo o Dom se aproximar lentamente de mim. Dom- Ei você, o que faz aqui? -Pergunta arqueando as sobrancelhas. Samantha- Vim buscar o que é meu de direito. -Falo séria e Pedro bufa de raiva. Pedro- Seu nada, vai sonhando que vou te dar o meu carro. -Grita com desdém e Dom o encara de olhos arregalados. De repente o Dom começa a gargalhar, que chega a colocar as mãos na barriga de tanto rir, tenho que admitir fica tão lindo assim... Mas foco Samantha, foco!- Diz minha consciência fazendo uma carranca pra mim. Dom- Quer dizer que você ganhou o meu maninho e ainda bateu nele?- Pergunta admirado e faço que sim com a cabeça meio sem graça- Uou parabéns garota -Fala ainda sorrindo, estende a mão pra mim e eu aperto a mesma. Pedro- Pode até ser, mas não vou dar nada pra essa vaca - Diz apontando o dedo na minha cara e seus amigos sorriem de mim. Cerro os dentes e encaro o "mauricinho". Samantha- VOCÊ É UM BABACA SEU "MAURICINHO", VIM AQUI PEDIR DESCULPAS A VOCÊ, ME ARREPENDI DE TER TE BATIDO, MAS VOCÊ NÃO PRESTA GAROTO, QUER SABER? NÃO QUERO MAS CARRO NENHUM, CONSIGO UM SOZINHA! - Falo mostrando o dedo do meio pra ele e saindo do quarto, vou pra casa. Cansei de humilhação, cansei. Desço as escadas pisando forte, Garoto imundo, você me paga seu cretino. Penso. até que sinto uma mão segurar meu braço. Viro bruscamente e dou de cara com o tal Dom, poxa que gato, ele olha pros meus olhos como se quisesse me proteger de qualquer problema, mais se ele pensa que vai me humilhar como seu irmão fez, pode esquecer, por que sou Samantha Evans á maloqueira! Sem hesitar dou um tapa em sua mão e ele me olha confuso. Dom- Sabia que isso dói? -Diz com um ar de riso. Samantha- O que você quer? Sorrir de mim? Fazer igual ou pior que seu irmão? Vá em frente me humilhe ainda mais! -Digo girando o corpo e olhando em seus olhos. Dom- Quê? Em primeiro lugar eu jamais faria isso, em segundo não sou como meu irmão e em terceiro só quero te ajudar... -Gesticula apontando com a cabeça pra mim. Samantha- Me ajudar? Faça-me rir em! -Falo irônica e ele arquea as sobrancelhas. Dom- Não acredita? Pois bem, o que você exigia mesmo do Pedro? - Pergunta colocando as mãos a trás das costas. Samantha- O carro que Apostamos... -Falo sem entender e ele caminha até um quarto que se abre mostrando um corredor extenso. Dom- Siga-me por favor. -Diz formal abrindo caminho pra mim. Permaneço onde estou e o fito incrédula. Dom- Acredito que uma moça tão linda e inteligente possa andar... Mais se quiser posso lhe buscar. -Diz vindo até mim e eu me afasto. Samantha- Na boa, eu quero muito o carro, só não acredito em você! -Ele me olha assustado e coloca as mãos no peito. Dom- Não sou um babaca, tenho um nome a zelar, sou dono de uma empresa bastante rica... E se quiser realmente esse carro me parece que você não tem escolha senão vir comigo.- Fala entrando no lugar e eu o sigo. Vamos o caminho todo em silêncio apesar de as vezes eu sentir seu olhar em mim. Dom- Desculpe pela pergunta, mas qual seu nome? -Pergunta andando lado a lado comigo. Samantha- Meu nome é "não te interessa". -Falo grossa e ele sorri. Dom- Hum, então "não te interessa" seu nome é bem estranho, me chamo Dominic Steven, mais me chame de Dom...- Explica e não consigo conter um riso. Preciso pelo menos fingir que estou interessada. Samantha- Prazer Senhor Dominic Steven, é que meus pais não foram criados no conforto e no luxo como os seus, daí tiveram essa ideia genial de me nomear em "não te interessa"...- Digo irônica o olhando de soslaio e ele para ao lado de um elevador, digita algo numas teclas do próprio elevador e o mesmo se abre. Dom- Você primeiro "não te interessa". -Diz sorrindo e entro um pouco hesitante. As portas fecham e ele se inclina do outro lado me olhando. Reviro os olhos e levanto a cabeça olhando pra porta. Dom- Bom, o que você disse é interessante, só que meus pais não nasceram em um berço de ouro... Tiveram que batalhar feito burros pra um dia deixar tudo pra mim e pro Pedro. - Diz com num pouco de tristeza na voz. Samantha- Ah então seus pais deixam seu irmão, mas novo fazer baderna assim? -Pergunto sem olhar pra ele. Dom- Sim. -Diz baixando a cabeça. Samantha- Bons pais vocês tem, que tipo de pais deixariam seus filhos fazerem isso? -Pergunto o olhando nos olhos e ele balança a cabeça. Pensa um pouco e por fim responde. Dom- Os tipos de pais que não estão mais vivos. -Murmura e um silencio se espalha no ar. Cara que vergonha, e eu tratando ele tão m*l, coitado, agora entendo o jeito como o Pedro ficou quando olhou pra ele, é por que o Dom, assumiu a responsabilidade de cuidar do irmão sozinho, que barra! Aperto os lábios e tiro a jaqueta que ainda esta toda molhada, fico apenas com minha regata branca. Pego a jaqueta e amarro a mesma sobre a cintura. Sem demora as portas do elevador se abrem e ele é o primeiro a sair. Enquanto eu contínuo dentro do elevador observando sua silhueta sumir. Ele percebe que não o sigo e me fita por um tempo. Dom- Tou começando a achar "Não te interessa" que você não anda de propósito. -Diz levantando as mãos em rendição e eu me movimento pra fora do elevador. Ando um pouco e fico em sua frente, diante de seus olhos intensos. Samantha- Pra onde quer que eu vá? -Pergunto curiosa e ele aponta com a cabeça pra um lado. Viro sem interesse e paraliso olhando pra raridade a minha frente, abro e fecho a boca várias vezes e sinto seu olhar em mim de novo. Dom- É simples, apenas escolha seu carro. -Diz e solto o ar que eu nem se quer sabia que tinha prendido. O que esta a minha frente são vários carros tunados e bem equipados, vários e vários carros, uou acho que vou pirar. Me movimento em direção deles e namoro cada um. São tão lindos e suas cores incríveis altamente perfeitos.... Viro pra ele e abro a boca. Samantha- Diz, que ta brincando...-Digo temendo sua resposta. Dom- Não, não estou brincando, Vamos, escolha um dos meus bebês, quero apenas agradecê-la por ter vindo até aqui se sujeitar a passar por toda essa humilhação b***a que meu irmão fez com você. -Diz massageando as têmporas. Samantha- Mas, mas isso é incrível velho, esse carros são especiais demais... Obrigada! -Sussurro e ele se aproxima com um sorriso no rosto. Dom- É eu sei, Então de qual gostou? -Pergunta tocando meu ombro e tento lembrar um pouco de mecânica que ainda entendo. Samantha- Espero que não se zangue, mas é que primeiro quero revistar cada um, será que posso? - Pergunto e começamos a andar lado a lado. Dom- Uma amadora profissional de carros, tudo bem reviste todos e faça sua escolha. -Diz sentando no capô de um Range Rover e me observando. Não sei o que é mas, sentir alguém como ele me observando... É meio que constrangedor, seu olhar vai do meu corpo até meu rosto. O que há de tão interessante em mim? Deixo meus pensamentos de lado e sigo meu objetivo. Vejo um Porsche Cayman R do qual o motor é 3,4 foi trabalhado pra chegar a 325 cavalos, um aumento de 10 cavalos. Chega ao máximo de 280km/h, depois admiro um Lexus LFA com um incrível motor 4.8 V10 de 553 cavalos. Todos os outros são incríveis também mais o que me chama atenção é um que esta nos fundos quase imperceptível, me aproximo e tiro a capa de seu capô, ficando totalmente besta... É um Dodge Charger R/T, de ultima geração totalmente impecável, viro quase engasgando pro Dom e ele sorri. Caramba esse homem vive sorrindo isso já esta me irritando. Dom- Eu sabia que escolheria esse. - Diz levantando do capô do carro e vindo em minha direção. De repente ele tira alguma coisa do bolso e mostra pra mim. é a chave do carro. Dom- Pra você, e por favor tome de conta desse rapaz, ele é...parte de toda a minha adolescência. -Diz pegando minha mão e colocando a chave na mesma. Samantha- Bom, obrigada...- Digo e ele faz sinal pra que eu entre no carro. Entro um pouco sem jeito e ele entra sentando do meu lado. Dom- Vamos lá! - Fala apertando em um controle e o mesmo abre as portas do fundo. Começo a dirigir saindo da garagem, paro na frente da casa e ele sai do carro. Dom- Cuide dele e obrigado por tudo! - Diz com um sorriso de lado e devolvo o sorriso. Samantha- Eu que agradeço...-Antes que eu diga mais alguma coisa, escuto o Kill buzinando. Coitado tinha me esquecido dele. Dom- Hum... Mais uma coisa!- Diz chamando minha atenção, me entrega uma sacolinha azul e bate de leve no carro. Dom- Adeus Rapaz! -Diz se afastando. Samantha- O que é isso? -Pergunto e ele me ignora entrando em sua casa. Sem demora vou dirigindo ao lado do Kill que olha pro meu carro como se fosse uma mulher pelada. Quer dizer agora esse é meu carro. Ele é meu carro por que eu ganhei, se eu não tivesse ganho não seria meu carro e como o próprio Dom falou esse é meu carro, eu também acho que ele é meu carro... Ta, ta vou parar tou ficando louca! Kill- Eu disse que conseguiria- Fala mais pra si do que pra mim e isso me faz rir. Acelero o carro e fico em sua frente enquanto ele vem atrás de mim com o carro do meu pai. Deve ser algo de muito valor, pra um dos Esteves te dá... Anda Samantha abre logo isso ai! -Grita Clarinha me pressionando pra abrir a sacola que o Dom me deu. Estou em casa com ela, o Kill e a Vel, os três estão de testa franzida e me olhando feio, tudo por que não pretendo abrir o que aquele garoto me deu, ah qual é? Vai que seja só mais uma gracinha dele e do irmão dele, não quero arriscar. - Calma galera, eu já disse que vou abrir... -Falo saindo da sala e indo pro meu quarto, mas os três me seguem. Graças a Deus conseguimos ficar a sós, pois meu pai não esta. Ainda assim peço sempre pra Clarinha dar uma espiada do lado de fora da janela, vai que ele chegue de surpresa e nos pegue aqui! Eita não quero nem pensar... - Faz horas que você diz que vai abrir e nada... Que saco me dá isso.- Fala Kill pulando em cima de mim e tomando a sacola da minha mão. - Ei, por favor também conta sabia? -Pergunto e ele apenas mostra a língua. Demora um pouco olhando pro que tem dentro da sacola e tira uma caixinha dourada. - Acho que é uma aliança. -Sussurra Vel toda feliz. - Ha, ha, ha sem chance... Deve ser algum bilhete dizendo que amanhã bem cedo ele vai vim buscar o carro, argh que babaca, eu devia saber que...- Antes que eu termine sou interrompida por um grito escandaloso vindo do Kill. Ele olha pro chão e conta mentalmente as notas de cem reais que estão espalhadas pelo tapete do quarto. - Mil, Mil? -Diz arregalando os olhos e olhando pra mim. - Nem vem, eu não roubei nada, foi o louco lá, que me deu isso... - Me defendo e ele sorri. - Sabe o que significa? Que vocês dois devem dividir, não interessa se foi roubado ou não. -Vel reage balançando a cabeça. - Dividir? Vou é devolver isso sim, quem esse garoto pensa que é pra me dar um dinheiro assim? - Levanto da cama e pego o máximo de dinheiro que posso coloco todos na caixa e fecho a mesma. - Ai Sah pensa bem, vai ver ele percebeu que sua atitude foi justa e quis te ajudar por isso. - Fala Clarinha entrando na conversa. - Sinto muito Clara, mais não posso aceitar, não sou mendiga pra aceitar esmola. -Falo colocando a caixa na sacola e jogando no meu guarda roupa. - Esmola? Ta brincando né? "Maloqueira", isso ta mais pra grana alta, de boa pra mim esse cara ficou amarradão em você. -Fala me cutucando e eu o olho feio. Mais quando iria protestar, alguém mete o pé na porta e todos se assustam. Droga ele chegou! Meu pai, ele vesti uma calça surrada e uma camisa social rasgada nas mangas, seu cabelo esta bem bagunçado, mais a garrafa de bebida sempre carrega na mão, pra piorar me olha feio como se quisesse me esfolar viva. - Ai esta você, su-sua vagabunda! -Gagueja jogando a garrafa no chão, onde a mesma quebra fazendo um barulho infernal. Viro pros meus amigos e digo pra irem embora. - Sabe muito bem que minha vontade é mandar esse homem agora mesmo pro inferno né? -Pergunta Kill se aproximando de mim. - Kill, ele é meu pai, deixa que eu resolvo! -Falo e ele mostra um sorriso fraco. - Nos Falamos amanhã então! -Diz beijando minha testa e saindo do quarto. - Vai ficar bem amiga? - Pergunta Clarinha e Minha vontade é dizer que não, mais será que vai adiantar? Por isso apenas faço que sim com a cabeça. - Amo vocês... Agora vão. - Falo pra Vel e beijo a testa de cada uma. Elas saem do quarto se esquivando na porta pra não tocarem no homem ao lado, depois saem me olhando triste. - Tudo bem, posso explicar pai é que... - Tento me defender só que ele faz gestos pra que eu me cale. - Cala essa maldita boca, você gosta de apanhar né Samantha? -Pergunta batendo forte a porta atrás dele. Abaixo a cabeça e deixo as lágrimas caírem pelo meu rosto, sempre é assim, ele nunca me entende, e o pior me espanca até quando pode. - Não entendo, o que sua mãe viu nessa porcaria de racha... Vo-Você sabe que foi isso que tirou a vida dela, foi numa dessas corridas de moto que ela nos deixou e ainda assim, mesmo sabendo corre esse risco? E pior me desobedece, e rouba meu carro. -Diz me dando um tapa. Permaneço calada, sei que é errado, por que estou omitindo o que ele faz comigo, nenhum homem deve se quer bater em mulher, mas ele é meu pai, pode ter o erro que for, mas é a única familia que tenho... - Vai apanhar sua vaca, até desistir dessa ideia de correr seja de carro ou de moto... -Grita me dando um chute na barriga e eu apenas gemo de dor. - Não, adianta pai... Pode até me matar, mais não vou desistir, sabe por que? Por que amo o que faço, esse é meu sonho... -Falo entre os dentes e ele começa a me bater dessa vez de cinturão. O que me deixa com marcas e rochuras pelo corpo todo. Mãe, minha mãezinha, sinto tanto sua falta... Por que mamãe? Por que se foi? Se estivesse aqui tenho certeza que tudo seria bem, mais bem diferente mamãe, eu te amo e apesar do papai ser assim. Eu amo ele também, sei que isso se chama depressão e sei que um dia ele vai ficar bom... Só se for quando você morrer. -Fala meu subconsciente me olhando triste. Passei a noite toda apanhando e papai depois de tudo ainda saiu de casa, com outra garrafa de bebida na mão, quando perguntei quando voltaria ele apenas disse: Se cuida!. Sei que depois do que aconteceu com mamãe ele não consegue mais ser emotivo comigo, mais só de ouvi-lo dizer "se cuida" ,pra mim já é um "eu te amo". Clarinha- Eu não fui, pode ter certeza. -Fala Clarinha saindo debaixo de uma Toyota Hilux branca, e sentando do meu lado no sofá.
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