O táxi freia na frente de casa. Meu coração dispara, as mãos tremem. Cada segundo longe de Leandro pareceu uma eternidade, e ao mesmo tempo, tenho medo do que vou encontrar. Ao abrir a porta, o silêncio me recebe. O ar pesado, como se tivesse antecipado a tempestade que viria. Leandro está sentado no sofá da sala, com os olhos vermelhos e o rosto fechado. Ele não fala, apenas me observa entrar. Meu estômago se revira. — Cheguei — minha voz sai trêmula. Ele não reage. Apenas me encara, fixo, queimando. Cada passo meu em direção a ele parece ecoar na sala, e eu sinto que meu peito vai explodir. — Bianca… — a voz dele finalmente sai, baixa, mas carregada de tensão — você esteve com ele, não esteve? Engulo em seco, incapaz de negar. — Sim… eu fui ajudá-lo. Ele estava m*l. Leandro se lev

