Rebeca linz
— Ela é linda. — Sorrio, VK me puxa e dá um beijo na minha cabeça.
Estamos todo mundo sentando aqui na espreguiçadeira da casa da Luana, já falando sobre tudo e eu contei tudo o que me aconteceu nesses 5 anos para eles.
Agora estamos aqui vendo os nossos filhos brincarem e pularem na piscina, Sofia está um pouco afastada das crianças, ela amou a Ayla mas logo se afastou.
Mas Sofia é a mais velha, já tá uma mocinha e agora só quer fica no celular, é uma fase que eu acho que toda mulher passa, nós amadurecemos cedo demais.
— Sofia está uma moça. — Falo e eles sorriem. — Eu me sinto tão velha.
— Nem me fala cara, nem me fala! — Lucas fala bolado.
— Que foi? — Pergunto.
— Estamos passando por uma fase meio complicada com ela, Sofia é grata por nós temos cuidado e dado amor a ela, mas ela sente que foi abandonada e isso as vezes faz ela se fechar, se afastar e até sério meio grossa. — Eita. — Mas ela nunca nos deu trabalho, eu só me sinto m*l por ela tá se fechando tanto, e as vezes eu percebo que quando está eu, Lucas e as crianças ela fica olhando com tristeza nos olhos, no fundo eu sei o que ela sente, sabe? Pois eu já senti a mesma coisa, mas graças a Deus eu soube seguir em frente, já ela não está conseguindo.
— Amiga, tenta conversar com ela e mostra pra ela que você é a mãe dela, independente de tudo. — Falo, mas a Lorena n**a eu vejo seus olhos encherem de lágrimas.
— Desde que contamos para ela a verdade, Sofia não me chama mais de mãe e sim Lorena, a mesma coisa com o Lucas. — Meu Deus.
— Isso é uma fase, pô. — VK fala olhando para as crianças. — c*****o n**a, tua filha nada parecendo um peixe
— Coloquei ela na natação desde cedo, ela fala inglês, espanhol, francês, russo, português e o português de Portugal. — Todos me olham com os olhos arregalados.
— c*****o, a menina é um monstro. — Lucas fala chocado.
— O sonho dela e crescer e comandar a empresa ao meu lado, então eu falei que para isso ela iria ter que aprender tudo o que eu sei e teria que estudar muito. — Luana sorri e fala.
— Nossa, eu estou chocada. — Sorrio. — Sabia que ela fazia vários cursos, mas não tantos assim.
— Ela também fazia ginastica, dança e patinação no gelo. — Todos arregalam os olhos eu só dou de ombros. — Eu trabalhava muito, foi complicado para começar a crescer lá, eu estava sozinha e tive que desde cedo contratar uma babá para me acompanhar em tudo, mas nunca deixava ela sozinha. Assim que ela pode ir para a escolinha eu a coloquei na melhor escola dos estados unidos e graças a Deus, ela foi bem feliz.
— Aí amiga, deve ter sido uma loucura. — Dou de ombros.
— Foi, mas toda vez que eu ia buscar ela na escola durante a tarde e de noite eu via o quanto ela estava feliz. — Explico e pego a latinha de cerveja, viro na boca bebendo um gole longo, que sede.
— Tu tinha tempo de levar ela na escolinha? — Sorrio.
— Eu trabalhei muito, mas eu levava ela pra escola, eu a buscava no meio da tarde e levava para as atividades de tarde, todos já sabiam o que eu estava fazendo durante a tarde e não marcavam nada para mim. — Falo lembrando de tudo. — Obviamente eu tinha duas mulheres que me ajudaram a cuidar da casa, quando eu chegava já estava tudo pronto e arrumado, mas mesmo assim eu comia junto com a minha filha, assistia um desenho com ela e só quando ela dormia eu descansava, eu fiz de tudo para nunca se ausente e eu tenho certeza que eu consegui, ela nunca reclamou isso para mim e eu nunca faltei em nada na escola dela, sempre estive lá.
— Nossa Rebeca, tu foi... f**a. — Lorena fala. — Você conseguiu segurar essa barra sozinha?
— Eu tive que segurar, era só eu e ela. — Murmuro. — Não tínhamos mais ninguém.
— Agora vocês tem! — Lorena fala colocando a mão em cima da minha.
— Aí amiga, é tão bom ter você aqui conosco, vai ser como antigamente. — Sorrio. — Nossos filhos crescendo na mesma casa, assim como nós e...
— Amiga, calma.— Falo e eles me olham com atenção. — Eu sei que...
— Olha aqui Rebeca, se você está pensando em ir embora novamente pode tirando o seu cavalinho da chuva, pois você não vai. — Lua fala bem sério. — Sua palhaça, eu m*l conheci a minha afilhada pessoalmente e você já quer tirar ela de mim?
— Pelo amor de Deus sua doida. — Falo rindo. — Eu não vou tirar a Ayla de vocês, eu só quero te falar que não vamos morra juntas, como você tá pensando!
— Por que? — Dessa vez o VK pergunta.
— Não sou só eu, agora eu tenho uma filha e...
— Eu não me importo com isso, ela é um anjo do lado dos meus filhos. — Lua fala me fazendo rir.
— A questão não é essa, eu já estou acostumada em ter a minha privacidade, o meu cantinho, ter o meu espaço, andar pelada pela casa a Ayla a mesma coisa, essa menina ama passa o dia só de calcinha pela casa. — Falo e eles gargalham.
— Eu acho que ela tá certa amiga! — Lorena fala. — Elas já tem um custume, gostam de privacidade, e querendo ou não mudaria tudo tanto pra você quanto pra ela..
— Exato, e além do mais eu amo ter o meu cantinho, decorar a minha casa do jeito que eu gosto e tudo bonitinho. — Falo e eles sorriem.
— Então tu tá com sorte pô, a casa aqui do lado é minha e eu tô dando de presente pra Ayla. — VK fala.
— p***a, que ser o meu padrinho não? — Lucas fala zoando me fazendo rir de nervoso.
— Nunca ganhei algo tão caro, mas fico feliz já que amanhã mesmo as minhas coisas vão chega. — Falo e eles riem.
O resto da tarde foi assim, muita conversa e eles perguntando sobre tudo, quando começou a escurecer eu tirei a Ayla da piscina e fomos para o quarto que antigamente era meu, por incrível seu parece eles não mexeram em nada, só mantiveram o quarto limpo e arrumado.
Meus olhos encheram de lágrimas quando eu entrei no quarto, mas eu mantive a minha pose, como a minha filha passou a tarde brincando.
Na hora que lá tomou banho, se vestiu e deitou na cama ela capotou com um sorriso no rostinho, Ayla esperou tanto por esse momento, acho que esse deve ter sido o melhor dia da vida dela.
Beijei a sua testa e sai do quarto só de pijama e desci as escadas, entrei na cozinha e vi a minha amiga sentada comendo um pedaço de bolo.
— Hum, eu também quero! — Falei.
— Seu bolo e copo de leite já tá na geladeira, eu sabia que você iria descer, os velhos hábitos nunca mudam.
Abro a porta da geladeira, pego o prato com bolo a caneca de leite e me sento ao lado dela.
— Amiga, você não tem noção do quanto eu estou feliz, do quanto eu senti a sua falta. — Suspiro
— Eu juro que nunca mais vou embora, sem você não existe a metade da minha laranja. — Murmuro e ela sorri mostrando os dentes.
Volto a comer o meu bolo mas tem algo me incomodando, eu juro que tô tentando ser sensata e deixar isso pra trás mas eu não consigo.
— Aí Rebeca, o que tá te incomodando? — Olho para a Lua confusa.
— Do que tu tá falando doida? — Murmuro.
— Tu nem percebeu né? Tu tá batendo a unha horrores, não parou desde que ficou calada, solta logo. — Faço careta.
— Tu acha que o L7 percebeu? — Ela suspira e n**a.
— Infelizmente ele é tapado demais e não percebeu! — A olho com raiva e ela dá de ombros. — Que foi? Te apoio mas não concordo com a tua decisão, acho que você deveria contar para ele, não agora…deixa a Ayla se aproximar dele, tudo aos poucos e depois fala, ele sonha em ser pai. — Reviro meus olhos.
— A vagabunda não conseguiu dá um filho pra ele? — Pergunto e a n**a.
— Graças a Deus não, se não eu teria que engoli ela pela criança, tu sabe que eu odeio aquela mulher. — Assinto.— Logo quando eles se envolveram o L7 começou a se afastar, eu tive que falar com ele bem séria pra ele abri os olhos do trouxa, ela estava afastando ele de nós.
— Eu não devia pergunta isso, mas eu vou. — Falo. — Como é o relacionamento deles?
— Ram, aquela mulher tem mais gaia que um veado selvagem, L7 trai ela na cara dura e ela aceita, nada do que uma moto, casa, um dia no salão, viagens e ouro não resolva, ela tá com ele pelo o que ele pode dá pra ela… e tem mais, ela não ama ele e L7 não ama ela, mas ele já tá acomodado.
— Nossa, eu nunca me sujeitaria a isso! — Falo com nojo.
— As vezes eu acho que o melhor foi você ter ido pra bem longe, se você tivesse abaixado a cabeça…. talvez hoje seria você no lugar dela. — Arqueio a minha sobrancelha.
— Eu matava ele, mas corna conformada eu não iria ser! — Falo seria. — Minha mãe me criou pra correr atrás do meu, eu fiz isso desde muito cedo e jamais aceitaria uma situação dessas.
— Eu sei, por isso que eu falo que isso foi o melhor. — Falo. — Amiga em fala nisso, ainda tem a academia que nós ia? Eu quero ir amanhã de manhã.
— Tem amiga, e você sabe se pode ir. — Assenti.
— Eu não cheguei e já vou te pedir favores, se a Ayla acordar antes de eu chegar, tu pode fazer algo pra ela comer e manda ela tomar banho por favor, geralmente ela toma sem eu pedir mas como ela tá empolgada, talvez se perca um pouco. — Luana abre um sorriso gigante.
— Óbvio que sim! — Fala, sorrio e me levanto, pego o prato mas sou impedida.
— Nem pensar, vai lá dormi que eu sei que você tá cansada.— Sorrio.
— Te amo! — Falo e lhe dou um beijo na testa.
Subo para o meu quarto e me deito ao lado da minha filha que logo se aconchegou a mim e então eu pego no sono.
*****
Acordo com o despertador gritando, meu corpo grita pra mim volta pra cama, mas eu me n**o a continuar na cama.
O fuso horário daqui é completamente diferente lá de Nova York, se eu não me força a acordar e meu corpo a aceitar a mudança de horário, eu não consigo nunca mais.
Pego a minha toalha e vou direto pro banheiro, tomei um banho geladinho e saio do banheiro, calço uma roupa de malhar e quando eu acho visto me sentindo aliviada, ficar sem malhar me deixa tensa.
Visto a roupa de malhar e quando saio de casa vejo que ainda estão todos dormindo. Vou andando e quando vejo a padaria que eu amava o pão de queijo, assim que pisei na porta vi o L7 e uma mulher de costas pra mim, a merda é que só tem eles sentados e não tem mais ninguém.
Pensei em dar meia volta mas assim que ele me viu seus olhos grudaram em mim, merda porque eu vim com essa calça que deixa a minha b***a gigante e o top que deixa meus p****s de fora? Sem falar que depois da gravidez parece que eu ganhei mais corpo ainda, então tudo tá maior.
— Bom dia moça, o que você vai querer? — Sorrio e me aproximo.
— Bom dia, me vê dois pão de queijo grande e um pão com mortadela caprichado com um suco de laranja sem açúcar. — Falo e ela sorri.
— É pra já! — Fala e eu assinto, me sento no banquinho e pego o meu celular.
Minha pele queimar e eu sei que ele está me olhando, de repente eu começo a escutar a voz da mulher que está com ele, uma voz enjoada.
— Prontinho! — Ergo minha cabeça saindo da minha realidade, ela coloca tudo na minha frente e eu me sento no banquinho.
— Obrigado! — Falo e então começo a comer.
Como o mais rápido possível enquanto leio alguns e-mails, quando eu termino eu me levanto e ando até o caixão que fica bem mais perto deles, b****a! Minha b***a fica bem de frente pra onde elas tão sentado, eu consigo escutar o L7 se engasgando, morre não peste!
— Vai ser em crédito ou débito? — A moça pergunta.
— Débito, eu quero deixar uns pães de queijo separados pra minha filha, quando eu passar aqui mais tarde e vou pegar. — Falo e então ela sente.
— No total deu 18 reais. — Assinto e coloco meu cartão na maquininha, eu tenho que lembrar de sacar dinheiro.
Quando eu vou digitar a senha do meu cartão sinto alguns me cutucando, respiro fundo já sabendo quem é, finjo que não senti e digito a senha novamente.
Então quando eu termino eu sinto outro cutucão, respiro fundo e me viro, então essa é a fiel do L7? Não vou mentir falando que ela é feia, mas a aura dessa mulher trâmite uma coisa r**m, Deus me livre.
— Oi, acho que não fomos apresentadas! — Ela fala e dá um sorriso sínico. — Me chamo Suzana, sou a mulher do L7.