~Olivia~ O calor da água morna ainda parecia grudar na minha pele quando o Matheus desligou a torneira. No mesmo instante, um trovão daqueles bem pesados estourou lá fora, fazendo os vidros do banheiro vibrarem. Eu dei um sobressalto, mas não foi só pelo barulho do céu. Tinha uma sensação estranha e completamente nova bem no meio das minhas pernas, um calor pulsante, uma espécie de fisgada que eu nunca tinha sentido na vida. Os beijos do Matheus, o toque das mãos grandes dele no meu corpo e o jeito que ele me guiou naquela banheira tinham deixado tudo diferente dentro de mim. Pela primeira vez, tocar e ser tocada por um homem não tinha trazido dor. Não tinha trazido desespero. Só uma queimação bonita que me deixava meio tonta. Ele me ajudou a sair da banheira com todo o cuidado do mundo

