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O beijo ainda estava na minha boca, o sabor dela. A boca dela perfeita, delicada. Eu tava todo torto, desconfortável a dias por causa da maca que era pequena para mim, mas se alguém me perguntasse, eu não largaria nada, eu não mudaria nada...Iria dizer que finalmente, eu estava completo. Eu aguento todo tipo de tranco - rajada de fuzil, invasão da policia, perseguição, tortura na salinha - mas agora, batia de um jeito errado, fora de ritmo, como se tivesse flutuando no peito. Porra. Eu queria que tivesse diferente. Queria que nosso beijo tivesse sido na minha casa, que seria nossa agora, com ela bem e sem medo, sem choro. No nosso canto, só nosso. Mas sentimento é bicho bruto e assim como eu, ninguém controla. Quando vi o sorriso dela surgindo no meio daquelas lágrimas, eu simplesmen

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