O escritório de Eduardo Vasconcelos, localizado em uma das coberturas mais caras da Zona Sul do Rio de Janeiro, exalava opulência. Paredes revestidas de madeira nobre, obras de arte contemporânea e uma vista panorâmica para o oceano que parecia prometer imunidade eterna. Ele estava sentado atrás de sua mesa de mogno, ajustando os punhos da camisa sob medida, quando o seu celular corporativo — um aparelho criptografado que ele usava apenas para assuntos de alta relevância — começou a vibrar silenciosamente sobre o couro da mesa. Eduardo franziu o cenho, pegou o telefone e atendeu com sua habitual voz fria e controlada: — Fale. — Doutor Eduardo? Informação rápida aqui — a voz do outro lado da linha era de um inspetor da Polícia Civil que recebia uma quantia generosa mensalmente para mante

