7

911 Words

Eu odiava hospital. Desde de pivete. O cheiro de álcool, remedio, limpeza me dava raiva, mas era o único lugar que eu precisava estar. Ali eu tinha controle. Estava na cadeira, na sala de espera, os joelhos batendo no meu peito de tão grande que eu era para aquele lugar. A espera é algo que tortura. Por mim, eu ja tinha chutado a porta com a pistola pedindo informações, mas era a Manu ali. A minha Mnau. Ela precisava de calma, de segurança, de cuidados. O Trava já tinha descido pra boca; mandei ele assumir a responsabilidade de tudo lá fora, porque o morro não para e eu não tinha cabeça nem pra decidir o que ia jantar, quanto mais pra gerenciar o movimento. Minha mente não parava. Eu ficava olhando pras minhas mãos — as mesmas mãos que já apertaram gatilhos e decidiram o destino de mu

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD