O escritório da Penha, localizado no miolo do complexo e longe dos olhares do asfalto, servia como a base operacional do Barão para os negócios mais pesados. O ambiente era rústico, com paredes de tijolo ecológico, uma mesa central coberta de mapas e anotações e o barulho distante dos rádios da contenção local. O ar condicionado funcionava no máximo, tentando amenizar a tensão que entrava na sala junto com o bonde. Barão entrou batendo a porta, jogando a arma em cima de uma cadeira plástica. Vitor, Preto, Galego e j**a entraram logo em seguida, fechando o perímetro. O clima era de quem tinha o mapa da mina na mão, mas sabia que mexer com o topo do Vidigal era o mesmo que pisar em um vespeiro descalço. — Na mesa, rapazes. Vamos botar o plano no papel — Barão ordenou, apoiando as duas mãos

