~Alana~ O celular vibrou na minha cômoda e eu quase pulei da cama. Olhei para a tela e o nome do Vitor brilhava no visor. Sorri de canto, já ajeitando o meu cabelo postiço. O Vitor era da Penha, um cara de grana que já tinha me bancado várias vezes quando descia pro Vidigal pro leilão ou para curtir os bailes. Eu era a principal marmita dele por aqui, e sabia muito bem que quando ele ligava a essa hora, era porque vinha dinheiro de verdade ou algum esquema pesado. Atendi na hora, jogando a minha voz mais sexy. — Alô, sumido? Lembrou que eu existo? — perguntei, olhando para as minhas unhas gigantes de gel, pintadas de vermelho. — Deixa de gracinha, Alana. O papo é sério e eu preciso da tua ajuda aí dentro do morro. E ó, vou te pagar uma quantia que você nunca viu na vida — a voz do Vitor

