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~Olivia~ O silêncio que ficou na casa depois que o médico e a enfermeira passaram pela porta da frente foi um alívio para os meus ouvidos. Depois de tantos exames, tantas agulhadas e aquela sensação de estar presa em uma redoma de vidro, eu finalmente sentia que estava recuperando um pouco do controle da minha própria vida. Olhei para o Trava, que ainda estava de pé perto do sofá, me observando com aquele olhar atento de quem não queria me ver dar um passo em falso. — Matheus... — chamei, e minha voz saiu baixinho, quase um sussurro, mas carregada de um alívio que fez meu peito se encher. Foi bom demais ouvir o som da minha própria voz novamente, sem aquela fraqueza extrema de antes. — Vamos lá para fora? Quero ir para o sofá no quintal. O Trava abriu um sorriso de canto, daqueles que f

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