O sol do meio-dia batia forte na janela da mansão na Penha, mas dentro da sala o clima estava tenso. Barão andava de um lado para o outro, muito nervoso. O copo de uísque estava esquecido em cima da mesa. Do outro lado, Vitor roía as unhas, preocupado com o futuro dos dois. — Entrar no Vidigal na força não vai dar certo, Vitor. Esquece essa ideia de mandar os carros — Barão falou, parando no meio da sala e limpando o suor da testa. — O Titã deixou o morro bem vigiado. Se a gente tentar invadir o hospital para pegar as duas, vai começar uma guerra. A polícia vai entrar no meio, vai descobrir o nosso esquema com o orfanato e nós dois vamos direto para a cadeia. Vitor levantou da cadeira, com os olhos arregalados. — Mas a gente não pode deixar a Olívia e a Manuela lá, Barão! A Olívia sabe

