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1547 Words

O corredor do posto de saúde estava mergulhado naquela luz estranha e incerta das seis da manhã. O silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo som distante de algum rádio de comunicação dos moleques lá fora e pelo chiado constante do oxigênio vindo dos quartos. Eu despertei com o corpo todo travado; a poltrona era pequena demais para o meu tamanho e agora entendi porque o Titã reclamou os últimos dias, mas a dormência nas costas não era nada comparada ao peso que eu sentia no peito toda vez que olhava para a cama. A baixinha ainda dormia, mas era um sono inquieto. As pálpebras tremiam e ela soltava uns gemidos baixinhos, como se estivesse travando uma batalha interna para não voltar para aquele beco escuro nos sonhos dela. Minha mão ainda estava unida à dela. Soltei meus dedos com uma len

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