~Titã~ Passamos para o lado de dentro da gerência, e o som abafado do movimento do morro sumiu quando a porta de alumínio foi trancada por dentro. O ambiente continuava pesado, com o cheiro de notas de dinheiro misturado com o café forte que os moleques tinham passado mais cedo. O Trava se adiantou e largou o corpo de qualquer jeito no sofá de couro rasgado que ficava no canto da sala, mantendo o fuzil atravessado no colo, a mão direita colada bem perto do gatilho. Eu dei a volta na mesa comprida de madeira e puxei a minha cadeira pesada, sentando logo atrás da mesa, na cabeceira, assumindo a minha postura de dono do morro. O Barão e o Vitor puxaram as outras duas cadeiras de plástico reforçado que estavam na lateral e se acomodaram na nossa frente, tentando passar uma pose de tranqui

