A mansão de luxo do Barão, encravada em um dos condomínios mais exclusivos da Barra da Tijuca, exalava um poder frio e ostensivo. O mármore refletia a luz suave do lustre de cristal, mas o clima dentro do escritório privativo era de puro veneno. Sentado em sua poltrona de couro italiano, o Barão encarava o imenso monitor de 80 polegadas dividido em várias janelas de chamada de vídeo. As faces que o encaravam eram de cúmplices com medo: Raul, o articulador político; Renata e Eduardo, os pais adotivos que lavavam o dinheiro sujo; Marta, a mulher fria que gerenciava a "casa" onde as garotas eram mantidas; e Afonso, o empresário sádico que havia comprado a posse de Olivia semanas atrás. Barão não estava apenas irritado. Ele estava possesso. O rosto vermelho, a veia da testa saltada e as mãos

