O silêncio no quarto de Manu era uma bolha frágil, sustentada apenas pela presença maciça de Ravi. Ele estava deitado com ela na maca, um gigante tentando se fazer pequeno para não incomodar os curativos e a fragilidade da esposa. Manu estava deitada frente a frente com o Titã, com o rosto aninhado no peito dele, sentindo as batidas compassadas daquele coração que só batia com suavidade para ela. De repente, a paz foi estraçalhada. O barulho de uma porta sendo chutada no corredor ecoou pelas paredes, seguido por gritos abafados e uma correria frenética. Manu sentiu Ravi enrijecer instantaneamente sob ela. Ele se levantou com uma agilidade que contrastava com seu tamanho, pegou o rádio na cintura e saiu do quarto como um raio. Pela fresta da porta, ela ouviu a voz dele, rouca e urgente, gr

