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2220 Words

O tempo debaixo daquela água fria parecia não andar, mano. Cada segundo era uma tortura, um soco no meu estômago enquanto eu sentia o corpo da minha baixinha tremer contra o meu peito nu, os dentes dela batendo num ritmo frenético que me dava agonia. Eu ficava de olho no relógio digital que dava para ver de relance pela porta aberta do banheiro, contando os minutos como se fossem horas. Quando o ponteiro finalmente marcou que os dez minutos exigidos pelo médico tinham passado, eu soltei um suspiro pesado, sentindo um alívio absurdo correr pelas minhas veias. — Pronto, minha baixinha... Pronto, o pior já passou, tá ligado? — sussurrei bem perto do ouvido dela, a minha voz saindo meio falhada por causa do vapor e do aperto na garganta. Estiquei o meu braço com cuidado, sem mexer muito o tr

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