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O vento que subia o morro balançava a rede de forma bem suave, trazendo um cheiro de maresia misturado com o perfume de camomila que ainda estava grudado na minha pele. Ali, na varanda daquela casa imensa, o Rio de Janeiro parecia um quadro pintado lá embaixo, mas os meus olhos não conseguiam focar na paisagem. Eu só conseguia olhar para o Ravi. Ele estava deitado do lado oposto ao meu, com as minhas pernas descansando em cima das coxas dele, concentrado em massagear os meus pés com aquele hidratante cheiroso. As mãos dele, que eram tão grandes e calejadas, tocavam a minha pele com uma leveza que eu nem achava que um homem daquele tamanho pudesse ter. Depois de tudo o que ele tinha me dito — a promessa de que eu nunca mais seria machucada, de que eu mandava em tudo ali —, o meu peito

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