Era manhã ainda, o almoço não tinha chegado, mas eu continuava ali com a Manu. Tudo que ela precisava, ela tinha. Eu abria janela, a gente conversava e então deitei com ela - ela sempre pedia pra eu deitar ali e eu aceitava, como eu aceitava. Na TV, passava alguma serie que a Manu estava prestando atenção e eu, só ficava ali, servindo de travesseiro, de apoio para ela, por mim, ela podia assistir desenho animado, mas eu não desligava o instinto e percebi que ela estava inquieta, seguida de um gemido baixo. Quando abracei ela, perguntei o que estava acontecendo e senti ela quente. Muito quente e com leves tremidas. — Manu? — chamei baixo, sentindo meu peito apertar. — O que foi, pequena? Tá com frio? Tá sentindo alguma coisa? Ela se encolheu, escondendo o rosto no meu peito, e soltou

