O silêncio do corredor do posto de saúde era pesado, interrompido apenas pelo som rítmico dos aparelhos médicos vindo das salas. Eu ainda sentia o sangue daquela menina secando na minha pele, o cheiro de ferro impregnado na minha camisa, me lembrando a cada segundo do estado em que a encontrei. Parei diante da porta do quarto da Manu e bati com o peso da urgência. — Titã? — chamei baixo, mas firme. — Sou eu. Sai aqui agora. A porta se abriu devagar. O Ravi apareceu terminando de vestir a camiseta preta, o rosto cansado, mas os olhos instantaneamente focados em mim. Ele desceu o olhar para as minhas mãos e para a mancha vermelha no meu peito, e a mandíbula dele travou na hora. — Que p***a é essa, Matheus? Algum problema na barreira? — ele perguntou, a voz saindo num sussurro perigoso. —

