Olhei para o relógio na parede do quarto e vi que o tempo estava correndo rápido. A Manu já estava na banheira há um bom tempo e o vapor quente que antes tomava conta do banheiro começava a baixar. O doutor Rogério tinha deixado bem claro: a imunidade dela estava no chão, e qualquer resfriado, qualquer vento frio, poderia virar uma pneumonia braba. Eu não podia vacilar logo no primeiro dia dela em casa. Abri a porta do banheiro devagar, sem fazer barulho, e entrei. Ela estava com os olhos fechados, a cabeça encostada na borda de mármore, cercada por aquela espuma de camomila. Dava para ver que o corpo dela finalmente tinha relaxado, mas a água já não estava tão quente. — Manu — chamei baixinho, me aproximando. Ela abriu os olhos devagar, meio sonolenta. — Tá na hora de sair, pequena. A á

