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1666 Words

A noite havia caído sobre o Vidigal com uma densidade sufocante. Dentro do quarto 108, o brilho azulado da televisão era a única fonte de luz, emoldurando o rosto de Olivia, que agora parecia mergulhada em um cansaço profundo, mas genuíno. O efeito do iogurte e a revelação de seu nome haviam trazido uma paz temporária, um cessar-fogo na guerra interna que ela travava contra a própria dor. Trava levantou-se da poltrona, sentindo cada articulação protestar. O cheiro de hospital, misturado ao suor de horas de tensão, estava impregnado em sua pele. Ele precisava de um banho, de um café forte e de colocar a cabeça no lugar para decidir os próximos passos. — Ei, olha pra mim — sussurrou ele, inclinando-se sobre a maca. — Eu vou em casa rapidinho. Preciso tomar um banho, resolver umas paradas d

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