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1244 Words

O silêncio do quarto era pesado, cortado apenas pelo ritmo eletrônico do monitor e pelo chiado do oxigênio. Eu estava atravessado naquela poltrona, o corpo todo moído, tentando achar uma posição que não fizesse meus 1,88m parecerem um erro de cálculo naquele espaço apertado. Meus braços estavam cruzados, a cabeça encostada na parede, e eu vigiava o sono dela com um olho aberto e o outro no corredor. De repente, o som do monitor mudou. O bip... bip...que estava calmo, disparou num ritmo frenético. Bip-bip-bip-bip! Levantei da poltrona num reflexo só, a mão indo direto na cintura por puro instinto de sobrevivência. Olhei para a cama e o cenário era de puro pavor. A baixinha tinha acordado. Mas não foi um acordar suave; ela parecia ter sido arremessada de volta para o próprio corpo dir

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