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~Titã~ O clima na boca central do Vidigal era de pura contabilidade, mas a nossa mente nunca desligava do rádio. Eu estava em pé na ponta da mesa comprida de madeira, com o fuzil atravessado no peito, conferindo os malotes de dinheiro do recolhe da semana. Ao meu lado, o Trava separava os blocos de notas com aquela precisão cirúrgica de sempre, enquanto dois moleques de confiança organizavam as cargas que iam descer para as bocas de baixo e ajustavam o posicionamento dos b***s nas barreiras da pista principal. — Esse malote aqui da dez tá batendo certinho, Titã — Trava falou, jogando um elástico ao redor de um bolo de notas de cem. — Mas a barreira da curva do S precisa de mais contenção. O movimento lá embaixo tá esquisito desde cedo. Antes que eu pudesse responder, o rádio preso no me

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