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A tarde ia caindo postinho, o quarto só tinha o som da TV e os passos apressados no corredor. Eu continuava ali, fundido àquela maca com a Manu, sentindo cada centímetro dela contra o meu corpo. A febre tinha baixado, mas a tensão no meu peito ainda não tinha me dado trégua - eu queria ela em casa, na nossa cama, onde eu tinha certe A porta abriu num estalo baixo e a enfermeira entrou, pisando em ovos. Ela já tinha entendido o recado: no meu território, o silêncio é sagrado e o espaço da Manu é intocável. — Só vou conferir a temperatura dela, Titã — ela sussurrou, mantendo uma distância respeitosa até chegar perto do termômetro. Fiquei observando, o olhar fixo em cada movimento. O aparelho apitou baixinho. — Está normal. Sem febre — ela avisou, com um suspiro de alívio que parecia mais

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