~Trava~ O choro da Olívia entrou no meu ouvido como uma rajada de fuzil à queima-roupa. Aquele som agudo, rasgado pelo pavor, fez o meu corpo inteiro travar por uma fração de segundo, enquanto a adrenalina, que já estava no teto, se transformava em um ódio cego e violento. Dei três passos rápidos, quase correndo na direção da maca, que ficava bem ali no meio do quarto, centralizada sob a luz branca do teto. Meus olhos foram direto para a mancha vermelha no lençol claro, e a minha mão esticou num reflexo puro, agarrando o tecido de algodão com força. Puxei o lençol de uma vez só, descobrindo o corpo da minha baixinha. Mano, no momento em que o tecido saiu da frente, o meu estômago deu uma volta completa. O rosto da Olívia, que já estava sofrido por causa da surra daqueles vermes, estava

