Ellie sorria como não sorria há muito tempo. Não era um sorriso ensaiado, nem defensivo. Era aberto, verdadeiro, quase incrédulo. Seus olhos brilhavam enquanto caminhava de mãos dadas com Gustavo pelo shopping, sentindo-se leve, protegida — viva. Cada passo era uma pequena vitória contra tudo o que havia vivido. Ao lado dela, a mãe ria alto, escolhendo roupas com um entusiasmo quase juvenil, tocando tecidos, experimentando cores, como se também estivesse redescobrindo o próprio corpo e a própria identidade. Em alguns momentos, ela parava apenas para abraçar a filha, apertando-a forte, como se precisasse confirmar, repetidas vezes, que aquilo era real. Elas estavam juntas. Estavam livres. E, pela primeira vez em muito tempo, estavam felizes. Gustavo segurava a mão de Ellie com firmeza
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