A verdade!!!

842 Words
Ele se aproximou sem pressa, sem dizer uma palavra. Sentou-se ao lado dela, respirando devagar, medindo cada movimento como quem não quer quebrar algo frágil. Estendeu os braços e a envolveu num abraço lento, firme, cuidadoso — o tipo de abraço que dizia: “Eu estou aqui. Ninguém vai te machucar.” Ellie se deixou envolver, sentindo o peso dele e a proteção que carregava. — Eu sei que pra ele é difícil, Marlon... — ela sussurrou, a voz quebrada. — Ele não entende que eu tinha que voltar pra você… pra proteger a minha mãe e o Henrique. Mas… claro que ele deve achar que tô confusa, em colapso… que é aquela tal da síndrome de novo. Marlon apertou-a com mais firmeza, mas ainda com cuidado, como se cada toque pudesse curar um pouco da dor que ela carregava. — Não é síndrome, Ellie. — ele murmurou, a testa encostada na dela, os olhos negros brilhando no escuro da noite. — Desde a primeira vez que você disse isso… eu sabia. Sempre foi amor. Real, profundo. E ele precisa entender: você me ama. De verdade. As lágrimas dela escorriam devagar, mas agora sem a urgência de antes. — Mas eu sei que ele tá desesperado… — a voz dela tremia, o medo ainda vivo. — Ele acha que eu tô sendo forçada, que você tá me manipulando, que tá sendo sádico de novo… Marlon a segurou com intensidade. Um toque firme, como quem declara território, mas com a ternura de quem só quer proteger: — Ele não sabe nada, Ellie. Mas eu sei. Eu tô esperando você querer por vontade própria. Eu tô lutando todos os dias pra reconquistar você. Pra que você confie de novo. Ela respirou fundo, sentindo a segurança que vinha dele. — Mas meu filho… ele só tem três anos, Marlon. Três… e você viu o que ele passou com aquele grito do Gustavo… na frente dele… O rosto de Marlon escureceu. Um frio perigoso atravessou seus olhos, mas havia também dor. Dor por ela, pelo Henrique, pelo que ainda afetava Ellie. — Eu juro que vou proteger vocês dois — disse, firme, voz carregada de promessa e ameaça silenciosa. — Vou fazer deste lugar um refúgio. Você vai sorrir de novo. Vai confiar em mim de novo. Ninguém — ninguém — vai machucar vocês. Nem ele. Nem ninguém. Ela se enroscou nele de novo, encontrando no silêncio dele o abrigo que precisava. O vento soprava suave, trazendo o cheiro do jardim e da noite. Marlon passou os dedos pelos cabelos dela, afastando mechas molhadas de lágrimas. Cada toque era reverência, mas também possessão silenciosa. — Eu pensei que nunca mais sentiria isso… — sussurrou Ellie, o coração apertado. — Essa segurança. Essa vontade de estar perto de você e não ter medo. — Eu esperei por isso, Ellie — a voz dele saiu rouca, carregada de desejo contido e paciência. — Esperei você sentir isso… por vontade própria. Sem obrigação. Só você… me querendo por você mesma. Ela deslizou a mão pelo rosto dele, os dedos passando pela barba cerrada. Marlon fechou os olhos, sentindo aquele toque como uma corrente elétrica que queimava de desejo e ternura ao mesmo tempo. — Se você me pedir pra parar… eu paro — murmurou, mantendo os olhos fixos nos dela. — Mas se disser que quer… eu faço você esquecer toda dor. Nem que seja só por esta noite. Ellie não falou. Apenas se aproximou. Beijou-o com lentidão, redescobrindo cada curva, cada sombra do rosto dele. O beijo começou suave, mas logo queimou com intensidade contida — um beijo que era promessa, desejo e reconciliação. Marlon a segurou pela cintura, trazendo-a para o colo dele. O beijo tornou-se urgente, intenso, mas ainda havia reverência, respeito, paciência. Ellie envolveu o pescoço dele, as pernas dobradas em volta do corpo quente de Marlon, sentindo a força e proteção dele. — Eu senti tanto sua falta… — ele sussurrou contra o pescoço dela. — Tanto que pensei que ia enlouquecer. — Eu também… — ela respondeu, a voz embargada. — Tentei esconder até de mim. Eles se levantaram, ainda grudados, guiando-se apenas pelo desejo silencioso, pelo toque e pelo olhar. Entraram no quarto, luz baixa, abajur aceso. Marlon a deitou devagar, como quem deposita um tesouro precioso. As roupas se perderam aos poucos, cada toque era intenso e cuidadoso. Não havia pressa. Havia desejo, mas havia também paciência, respeito e amor — um jeito mafioso, protetor, mas totalmente apaixonado de amar. Cada beijo, cada toque era para curar, reconquistar, proteger. Quando Marlon entrou nela, não havia pressa, só intensidade. Gemidos abafados, olhos abertos, mãos segurando com firmeza e cuidado, corpos falando a língua que só eles entendiam. Cada movimento era uma promessa silenciosa: “Eu nunca mais vou te deixar sofrer.” No ápice, ele a abraçou forte, peito colado ao dela, respiração ofegante. — Eu te amo, Ellie. E desta vez… eu vou te amar direito. Ela sorriu, exausta e feliz, beijando-o de novo: — Dessa vez… vamos fazer dar certo.
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