Henrique, agora com três meses, estava cada vez mais lindo, uma bolinha fofa que mamava exclusivamente no peito. As noites estavam mais tranquilas, e Ellie conseguia descansar melhor. Seus s***s, antes feridos, agora cicatrizados, já não sangravam, nem doíam tanto. A fase dolorosa tinha ficado para trás, e com ela, voltava também a mulher que existia por trás da maternidade.
Numa noite calma, depois de dar banho no pequeno e colocá-lo no berço, Ellie foi para o chuveiro. Precisava daquele momento só dela. Ao sair do banho, vestiu uma camisola branca, fina, quase translúcida. Seu corpo, já mais leve, voltava à forma de antes, com curvas suaves e firmes. Os cabelos ruivos estavam soltos, ainda úmidos, caindo pelos ombros e costas como uma moldura viva.
Gustavo estava no quarto, sentado na cama, sem camisa, usando apenas um short de algodão claro, com um livro aberto nas mãos. Mas ao vê-la, esqueceu completamente da leitura. Seus olhos encontraram os dela com desejo e carinho ao mesmo tempo.
Ellie se aproximou, seus pés descalços tocando levemente o chão. Parou diante dele, com um leve sorriso no rosto.
— Meu amor... — disse, sua voz baixa, mas carregada de intenções.
Gustavo ergueu os olhos, fechou o livro e a olhou inteiro.
— Eu quero você — ela completou, decidida.
Ele arqueou uma sobrancelha, um sorriso se desenhando no canto dos lábios.
— Você tem certeza? Está pronta?
— Sim, amor... já se passaram três meses. O resguardo acabou. E eu preciso do meu homem.
Gustavo largou o livro na mesinha de cabeceira, se aproximou, e a puxou com delicadeza pela cintura. Ela se sentou na cama com cuidado, e então ele começou a beijá-la devagar, com paciência, como se saboreasse cada segundo. Tocava cada pedacinho do corpo dela como se fosse novo, sagrado, precioso.
Os beijos desciam pelo pescoço, pelos ombros, pelos s***s já cheios de vida, que agora eram também fonte de prazer. Ellie soltava suspiros baixos, gemidos suaves, seu corpo se aquecendo sob o toque dele.
Gustavo então deslizou entre suas coxas, saboreando-a com prazer,depois a penetrou com carinho e com calma, enquanto ela se entregava aos gemidos e sussurros baixos e gostosos. Depois de alguns minutos, ele deitou ao lado dela e disse:
— Ai, que saudade que eu estava da minha mulher gostosa — e deu mais um beijo nela.
Ela sorriu e respondeu:
— Ai, meu amor, nem fala... Nossa, você foi maravilhoso.
Ellie ainda estava ofegante, o corpo colado ao de Gustavo, os cabelos bagunçados pelos travesseiros e pelos toques dele. Seus olhos se mantinham fechados por alguns segundos, como se quisesse guardar aquela sensação no corpo e na alma. O quarto estava silencioso, apenas o som da respiração dos dois preenchia o espaço.
Gustavo passou os dedos devagar pelo braço dela, fazendo desenhos invisíveis na pele sensível, enquanto a observava com um sorriso apaixonado.
— Você tá linda… — ele murmurou, com a voz ainda rouca. — Eu esperei tanto por esse momento.
Ellie abriu os olhos devagar e virou o rosto na direção dele, sorrindo de canto.
— Eu também… senti falta de me sentir assim… mulher, desejada…
Ele a puxou com delicadeza para mais perto, encaixando seu rosto na curva do pescoço dela.
— Amor, você é desejável mesmo exausta, mesmo descabelada, mesmo com leite escorrendo do peito… — ele disse rindo, e ela riu também, encabulada.
— Ai, para…
— Tô falando sério. — Ele beijou o ombro dela com carinho. — Você foi tão forte nesses meses, Ellie. Eu vi tudo… cada dor, cada lágrima. Você me ensinou tanto.
Ela engoliu em seco, sentindo a emoção subir.
— Achei que não ia aguentar… — confessou baixinho. — Teve noites em que eu só queria chorar, fugir… mas aí eu olhava o rostinho dele, o teu apoio, minha mãe me ajudando… e eu continuava.
— Eu sei, eu vi. Você foi uma leoa.
Ellie acariciou o rosto dele com a ponta dos dedos.
— E você… foi o homem que toda mulher merecia ter.
Gustavo segurou a mão dela e a beijou.
— E você é a mulher que eu sonhei pra minha vida inteira. A mãe do meu filho… a minha casa.
Ela sorriu, os olhos marejando.
— Promete que a gente nunca vai deixar de se encontrar assim? Nem quando vierem os próximos filhos, ou quando a rotina tentar afastar a gente?
— Eu prometo. A gente pode tropeçar, se cansar… mas eu sempre vou voltar pro teu abraço. Sempre.
Eles se beijaram com calma, profundo, com gosto de alívio e de recomeço. E então ficaram ali, entrelaçados, com os corpos nus sob o lençol branco e o som de Henrique respirando baixinho no berço ao lado.
O amor deles não era só físico. Era presença. Era cuidado. Era resistência.
Naquela noite, Ellie adormeceu no peito de Gustavo com um sorriso no rosto, com o corpo ainda dolorido pela maternidade… mas com a alma leve de quem sabia que não estava sozinha.