O sol já batia suavemente pelas cortinas da casa, mas dentro do quarto o clima era de preguiça e aconchego. Ellie acordou lentamente, ainda com o corpo mole da noite anterior. Tentou se levantar, mas caiu de volta no colchão com um suspiro divertido.
— Ai... que foi, ruivinha? — Marlon entrou no quarto com um sorriso travesso e uma bandeja de café da manhã nas mãos.
— Eu tô desmontada, né? Você me desmontou. Como que eu vou levantar agora?
— Relaxa, você tá de férias, gostosa. Já, já passa. E até lá... eu vou buscar o café da manhã pra ti, com direito a frutas cortadinhas em forma de coração e tudo mais.
— Abusado você, hein, seu Marlon! — ela disse com um sorrisinho manhoso.
— Olha, olha... dona ruiva, cuidado com a boca, que eu te deixo mais desmontada ainda!
Ambos gargalharam. Ele colocou a bandeja sobre a cama: tinha pão quentinho, ovos mexidos, suco, bolo e até uma florzinha do jardim colocada num copinho de vidro. Ellie sorriu, encantada com o gesto.
— Você tá impossível, hein?
— Só com você — ele respondeu, piscando um olho.
Enquanto comiam, brincavam, dividiam frutas na boca um do outro, e riam de bobeiras. Depois, ainda abraçados, colocaram um filme na televisão, se aninhando sob o edredom como dois adolescentes apaixonados.
— Vida… — Marlon disse depois de um tempo, beijando a testa dela. — Hoje a gente vai ficar aqui mesmo. Não quero sair, não.
— Ué, por quê? Cansou?
— Não, mas se eu ver aqueles caras da praia de novo olhando pra você, soltando aqueles comentários idiotas... eu acabo com eles, Ellie. Sério mesmo. Eu quase levantei ontem.
Ellie gargalhou, virou o rosto pra ele e falou:
— E eu que tive que encarar aquelas duas piranhas s*******o, que ousaram desejar meu homem na minha frente? Devia ter esfregado a cara delas na areia pra ensinar o que é respeitar uma ruiva de verdade!
— Você é braba mesmo, hein? — Marlon riu alto.
— Sou, e com orgulho. Não aceito dividir nem o seu sorriso!
— Nem eu aceito dividir esse seu corpinho. Aqueles idiotas achando que podiam imaginar qualquer coisa... não sabem que se encostar, levam logo é uma ruiva furiosa e um Marlon psicopata.
Ela caiu na risada, abraçando ele.
— Nossa, como é bom te ter só pra mim.
— E eu sou só seu, minha ruiva. Completamente.
Eles se olharam fundo, se beijaram com carinho e ali, no refúgio daquela manhã preguiçosa, esqueceram o mundo.
Depois do café da manhã e do filme aconchegante, Ellie e Marlon decidiram descer para a pequena praia particular da ilha onde estavam hospedados. O sol estava brilhando, o mar tranquilo e a brisa acariciava a pele com suavidade. Era como se o mundo tivesse parado só para eles.
— Essa praia parece ter sido feita pra gente — Ellie falou, caminhando descalça pela areia fofa, os cabelos ruivos voando ao vento, um vestidinho leve esvoaçando pelo corpo.
Marlon vinha logo atrás, só de bermuda, os olhos colados nela.
— Foi feita mesmo. Essa ilha é nossa, ruiva. Tudo aqui é seu, até o sol tá com inveja do seu brilho.
Ela sorriu e foi entrando no mar devagar. Ele correu atrás e a pegou no colo no meio do caminho, fazendo ela gritar e gargalhar.
— MARLON! — ela ria enquanto ele a carregava mar adentro.
— O que foi? Disse que queria refrescar, não disse?
— Queria, mas sem ataque surpresa!
— Ataque de amor, ruiva!
Já dentro da água cristalina, eles se abraçaram, beijaram com vontade, como se fosse a primeira vez. Marlon encostou a testa na dela, e sussurrou:
— Eu te amo tanto... tanto que chega dói.
— Eu também, meu amor... isso aqui parece um sonho. E é tudo nosso. Só nosso.
— Então vamos aproveitar — ele disse, a voz mais rouca agora.
E sem resistir ao desejo que os consumia, ali mesmo no mar calmo e morno, ele a beijou com mais intensidade, suas mãos firmes na cintura dela. Ellie se agarrou a ele, rindo e arfando ao mesmo tempo, e ali mesmo, naquela imensidão azul, os dois se entregaram ao prazer com a mesma intensidade que se amavam.
Depois, deitados sobre a toalha esticada na areia, ela descansava com a cabeça no peito dele, os dedos brincando com os fios molhados de cabelo do Marlon. Ele passava a mão pelas costas dela, devagar, sem pressa.
— Sabe, ruiva... eu nunca imaginei que amar alguém pudesse ser assim. Um vício bom.
— E você ainda fala isso depois de me deixar desmontada todos os dias?
— Ué, culpa sua que é gostosa demais — ele respondeu, dando um beijo carinhoso no ombro dela.
Ela riu, pegou um punhadinho de areia e jogou de leve no peito dele.
— Você é impossível.
— Mas é o seu impossível.
Ali mesmo, naquela praia só deles, com o mar como trilha sonora e o amor como guia, Marlon e Ellie viveram mais um dia de paixão, cumplicidade e prazer absoluto. E ainda viria mais.
O sol havia se escondido no horizonte, deixando para trás um céu laranja-avermelhado, pincelado de estrelas que começavam a brilhar timidamente. Marlon havia preparado tudo em segredo. Quando Ellie desceu da casa, com um vestido leve, o cabelo ruivo solto e uma expressão de surpresa, encontrou um caminho de velas acesas na areia, levando até uma mesa montada de frente para o mar.
— Meu Deus, amor… — ela sussurrou com os olhos brilhando.
A mesa estava decorada com flores tropicais, duas taças de vinho branco gelado, pratos finos com frutos do mar frescos, batatas assadas, legumes grelhados e uma pequena lanterna pendurada no galho de uma árvore ao lado, iluminando tudo com um brilho suave e mágico.
Marlon apareceu atrás dela, abraçando-a pela cintura, colando o corpo no dela.
— Você achou que eu ia te deixar sem uma noite especial no nosso paraíso?
— Você é o homem mais perfeito que já pisou nessa terra, Marlon. — Ela se virou, os olhos marejados de emoção.
— E você é a mulher que fez meu mundo mudar de cor.
Eles se sentaram. Comeram devagar, entre goles de vinho, risadas leves, brincadeiras com os pés debaixo da mesa e beijos roubados entre uma garfada e outra. A lua cheia refletia no mar, e o som das ondas completava o cenário como uma trilha sonora feita sob medida.
— Isso aqui... — Ellie falou, olhando ao redor — ...parece coisa de filme.
— E nós dois somos os protagonistas da melhor história de amor que existe — ele disse, pegando a mão dela e beijando delicadamente.
Ela suspirou, e depois de alguns instantes em silêncio, com os olhos fixos nele, sussurrou:
— Me promete que vai ser sempre assim?
— Melhor que isso. Eu prometo que vou passar a vida inteira te fazendo feliz. Mesmo nos dias ruins. Mesmo quando você quiser jogar um chinelo em mim. Eu vou estar lá. Do seu lado. Te amando.
Ellie se levantou, foi até ele, sentou-se no colo de Marlon, envolveu o pescoço dele com os braços e o beijou profundamente, devagar, com amor e desejo. O beijo foi crescendo em intensidade, até que ele sussurrou em seu ouvido:
— Vamos continuar essa noite lá dentro? Com mais velas, mais vinho… e menos roupa?
— Com certeza — ela respondeu, com aquele sorriso provocante que ele adorava.
De mãos dadas, eles deixaram a mesa na praia, levando o amor, o desejo e a paixão para dentro da casa, onde a noite ainda seria longa, intensa e inesquecível... como todas as que viviam juntos.