Capítulo 03 - Sou bandido homem

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Tigre Acordei com o barulho do rádio tocando que o bicho ia pegar no morro… E num deu tempo nem de terminar de vestir a roupa, que os fogos começaram a pipocar, véi. — c@ralho, que p***a é essa, Viny? — O bicho pegou, chefe. É o filho da put@ do Falcão, Tigre, ele tá entrando pra tomar o morro. Tu tem que se cuidar, que ele quer te matar, tenho certeza. — c@ralho, Viny. Chama reforço e te cuida, véi. Se me pegarem, tu tem que se proteger. — Já avisei ao André e ele já mandou reforço e já tá chegando soldado do morro do Salomão e do Marquês pra reforçar o bagulho. Desligo o telefone apressado e pego duas glock, munição, coloco meu fuzil nas costas e saio correndo pra laje, onde é o meu ponto, onde vejo o morro e dá pra ver que o bicho pegou e apesar de tá em estado de alerta a um tempão, fui pego de surpresa… Deu r**m pra mim, véi. Os filho da put@ tava me caçando véi, dava pra ver. O Falcão quer meu morro, mas se acha que eu vou entregar a ele assim, sem lutar, tá muito enganado, esse filho da put@ do c@ralho, traira dos inferno. — VEM FALCÃO, FILHO DA put@! VEM TU ME PEGAR… TU NUM É TÃO MACHO… CADÊ QUE TU TEM CORAGEM DE ME ENFRENTAR… CAGÃO, CUZÃO DO C@RALHO. — Eu grito mesmo… Quero que ele saiba que nunca tive medo dele e posso até perder meu morro, mas eu enfrento ele na boa. Filho da put@! Ainda consigo matar uns quatro capangas do Falcão e é então que vejo um monte de ** azul subindo em três becos, me encurralando véi… Tô fudido. Eu num sei porque fico surpreso quando vejo que a polícia estava junto, aliada com o bandido do Falcão, aquilo tá armado… num deu nem pra eu tentar fugir… Eu era o alvo deles. Os filho da put@ me encurralaram num beco e dava pra ver que eles já sabiam onde eu ia tá, vei… Me pegaram e já foram me dando uma porrada na cara, com a arma e não deu chance nem deu reagir, me levaram… Os policiais que me perseguiam eram grandões, preparados pra me enfrentar. Dava pra ver que tava tudo preparado, pensado mesmo. Quando vi na entrada do morro, o carro dos cuzão da polícia estava me esperando e quando chego perto, o maldito delegado Hugo, está me esperando com um sorrisão de louco na cara… Ai vi logo… Alguém tinha me traido dentro do meu morro e eu fico com o veneno no coro, com um bagulho desse, o JG foi pro inferno conversar com o capeta, mas deve ter deixado alguma cobra criada por ele aqui dentro. put@ que pariu! Quando eu pegar um cuzão desse, eu vou tirar o coro desse traíra dos infernos com minhas próprias mãos, pode ter certeza. Dois filho da put@ me prenderam e me algemaram com as mãos pra trás e dois cuzão do c@ralho, vieram prontos, dando chutes em mim e o outro um tapa na minha cara, que o sangue desceu, até que o maldito Hugo fala: — Para p***a, deixa a recepção pra delegacia… Feliz em me ver Tigre? — Vai se fuder Hugo… — Ele se aproxima e me dá uma porrada no meu olho com o cabo da arma e diz: — Me respeita, bandido traíra, filho da put@, que eu sou delegado… Eita que o sangue ferveu, um maldito desse querendo tirar onda com a minha cara… Eu conheço esse i****a, desde a época que ele ficava tocando o terror em cima da Alicinha (Alice é irmã do Dom, dono do morro do Salomão). Vivia perseguindo e atrapalhando a vida da menina. Apesar de eu ser mais velho do que os meninos uns 4 anos, eu era amigo de Duque e Dom e ela vivia junto de nós. Sou um homem grande, forte e pra me levar precisaram de dois policiais. Entrei no carro dele sem dizer nada, porque sabia que na delegacia eu ia apanhar muito, então deixei pra lá. Eu já tava com a cabeça fudida nessa hora, porque sou valente, mas é f**a saber que vai apanhar, vei… Dá um troço r**m da p***a! Na entrada do morro ele para o carro quando vê que o Dom e o André estão parados lá e ele faz questão de mostrar o Dom que me pegou por vingança e que eu ia apanhar muito e quis deixar claro pro Dom, que era por causa dele. Fiz questão de gritar dentro do carro: — Nós tamo junto Dom… Somos parceiro, véi. Porque eu aprendi com meu pai, que tem que tá do lado certo e mesmo nessa p***a, a lealdade é tudo que a gente tem. Sou bandido homem e sou fiel aos manos, ao movimento, mesmo que eu apanhe até morrer. Meu pai ajudou os amigos como pode e perto de morrer, chegou a me dizer que faria tudo de novo. Na delegacia, fui jogado na cela e não demorou pro cuzão vir me pegar e falar: — Eita que tu é cliente vip rapaz, tá bem recomendado e esperado, tem recepção e tudo… Hoje a festa aqui vai ser boa. — O filho da put@ do tenente, fala cínico, com um cacetete na mão e outro que tá com ele gargalha. Eles me deram um trato até leve… Umas pancadas daquelas, que minha cara já começou a ficar toda inchada rápido, véi, e eu esperava até mais. Eu nem respiro e o maldito delegado Hugo, aparece… — E ai Tigre, vamos conversar, com respeito a nossa amizade dos velhos tempos… — Num é um c@ralho mesmo. — Tenho amigo filho da put@ não Hugo… E contigo num tem o que conversar. — p***a, sabe que pensei que tu fosse mais esperto e que a recepção nível 1 fosse suficiente, mas parece que tu é exigente. — Tira onde não delegado e diz logo o que tu quer de mim? — Você sabe, Tigre, eu quero os passos do Dom e da facção. — Ele fala serão. Eu não aguento e dou uma gargalhada, mesmo fudido de dor, porque o que ele diz parece até piada. Logo entendi qual eram os planos do miserável… É um filho da put@ mesmo. — Já peguei a visão, Hugo, eu devo ter cara de o****o, de cuzão mesmo, só pode. Tu quer pegar o movimento da facção e fuder com o Dom e ainda se promover? — Quando falo isso, com um sorriso na cara, ele vem com tudo e me chuta… — O QUE É C@RALHO? TÁ DE ONDA COMIGO… NÃO RIR NÃO QUE EU TE MATO. — Mata p***a, perde tempo não, tem coragem não é? Fica sabendo Hugo que trai a facção eu não traio, o meu amigo Dom, muito menos e te ajudar? Prefiro ver o capeta e ir até tomar café com ele mais cedo. — O olhar dele é de louco vei, e dá pra perceber que Hugo tá muito loucão, muito pior do que era. — Vamos ver até onde tu aguenta ser leal, Tigre. Quero ver até onde vai tua valentia. Ele balança a cabeça pra os cuzão que estão com ele e sai e meu irmão, eles vieram com tudo pra cima de mim… Foi porrada de tudo que foi jeito. Como dizia minha mãe, vou apanhar até fofar. Um tempo depois me jogaram num quarto, abriram um chuveirão grande e me colocaram de baixo… A água era tão gelada que parecia que ia quebrar os ossos, doía demais, véi. Rüim pra c@ralho, mas serviu pra anestesiar o corpo todo. É como dizem: Tudo na vida tem um lado bom… Depois me jogaram na cela. Sei que daqui a pouco tem mais c****e e eu não sei quanto tempo eu vou aguentar isso não. Me fudi, véi. *** Coloque nos favoritos e comentem, por favor!
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