Quando o passado cruza o presente, o jogo deixa de ser previsível. O café estava movimentado, mas não caótico. Mário soltou um leve riso sem humor. — Eu também. Um segundo de silêncio pesado. — O cara quer me ver morto, ou me mandar de volta pro Brasil. Ele inclinou levemente o corpo para frente. — E o pior é que eu entrei nisso sem saber o tamanho da merda. O olhar dele voltou para Estela. — Quando eu invadi aquele casamento… A mandíbula travou. — Eu mexi em algo que não fazia ideia do tamanho. Gabriel assentiu devagar. — E agora? Mário observou Estela por mais alguns segundos. Longos o suficiente, profundo o suficiente. — Agora… Ele se levantou. Sem pressa. Sem impulso. Mas com decisão. — Agora eu e ela… Um segundo. — Somos duas peças que não deveriam estar nesse t

