Quando a escolha deixa de ser erro. Os cinco homens ainda estavam ajoelhados quando o silêncio finalmente se acomodou na sala da mansão de Gabriel. O contraste era quase grotesco. Mármore claro, lustres modernos, sofás de couro italiano. Nada ali tinha sido pensado para guerra. E, ainda assim, homens armados ocupavam o espaço como se fosse extensão natural de um império. Dionísio permanecia ligeiramente à frente dos outros. Não era arrogância. Era hierarquia. Ele observava cada movimento de Mário como quem mede ameaça, não por desconfiança cega, mas por instinto territorial. Luana mantinha-se ereta, tranquila, a presença preenchendo o ambiente mais do que as armas. — Estamos aguardando ordens, minha rainha, Dionísio repetiu, a voz controlada. Ela caminhou alguns passos pela sala, aval

