IN LOVE

899 Words
Mais tarde, quando subiram no palco para o solo de a******a, Bailey e Joalin sentiram todo o peso das últimas noites nas costas. Como um balde de água fria, cada fato que marcou a memória dos dois, cada palavra, toque, tudo isso alagou e devastou suas mentes, bem em frente a grande plateia.  A sensação de esconder de todos um sentimento tão genuíno não era boa. Não poder contar, precisar esconder, por medo, medo do que poderia acontecer, era pesado demais, era mais forte e poderoso que os dois.  Ambos estavam nervosos para performar, para verem seus corpos próximos e testarem seu próprio auto controle. Mais uma vez, era arriscado, a missão teria de ser completada ou tudo estaria em risco.  Os fãs mexicanos eram enlouquecidos  e barulhentos. Tinham um carinho gigante por Joalin, então assim que a loira pisou no palco junto ao filipino, uma chuva de gritos começou. O barulho o tranquilizava mas ela estava amedrontada, não poderia falhar no lugar que não só a acolheu como lhe deu a oportunidade de estar com o grupo.  Durante toda a coreografia não foi muito diferente. Apesar de quente, saber que tanta gente os assistia controlou o desejo que sentiam um pelo outro, quer dizer, o medo de serem revelados manipulou seus atos, tornando tudo mais gelado e automático para eles. .  Enquanto isso, o público conseguia sentir de longe como todos os movimentos passavam verdade, como eles combinavam e eram atraentes juntos. Naquele momento, os passos mais pareciam um aquecimento para outra noite quente de s**o, mas eles sabiam que não poderiam, não mais.  Ao mesmo tempo que queriam ir além, pelo caminho já conhecido, tinham a segurança de que aquela dança não era nada perto do que eles haviam feito trancados em um quarto de hotel, sabiam que tinham que conseguir. Dessa vez continuar o show foi mais tranquilo, o ritmo da plateia roubou a atenção dos dois, depois do momento tenso do solo, tudo parecia fácil. Quando se prepararam para Who Would Think That Love, um arrepio percorreu o corpo da finlandesa.  Tanta repercussão os cercou depois do carinho que demonstraram no último show que Bay preferiu não ousar muito, porém o sorriso estampado no rosto dos dois era capaz de entregar todo o amor que nem eles imaginavam sentir.  Era tão nítido que qualquer um poderia ver.  Para a tranquilidade do futuro casal, não precisaram voltar a se aproximar durante a apresentação, a tensão entre eles dois estava cada vez maior e demonstrar mais disso na frente da plateia não seria o mais inteligente de se fazer. Era preocupante, sempre foram tão amigos, como os fãs não perceberiam que estavam tensos, que estavam distantes para não gerarem um incêndio incapaz de ser contido?  Quando voltaram para o backstage, a correria foi grande para que finalmente fossem para o aeroporto. A loira se despediu do México, país que conquistou seu coração anos atrás e que se tornou seu lar, pela janela do ônibus.  Mais uma vez iria para longe, atrás de seu sonho pelo mundo. Assim que toda burocracia foi feita e as malas despachadas, Loukamaa estava preparada para dormir até ouvir o chamado para o voo porém May resolveu atrapalhar essa tranquilidade. -Jojo, vamos na Victoria Secrets comigo -As vezes sua vaidade me estressa Bay, chame o Krystian. Quero dormir. - procurou conforto na cadeira -Anda logo Joalin- puxou-a pela mão -Ai garoto, você é tão chato as vezes. - buscou a mala de rodinhas e ajeitou a mochilinha nas costas. O furacão loiro sonolento e despenteado seguiu o garoto malhado até dentro da loja. -Pode escolher sua calcinha agora -Sério que me trouxe aqui por isso? - revirou os olhos- Achei que nunca ia ganhar outra -Escolhe logo Jojo, antes que o voo seja chamado ou que sintam nossa falta -Me surpreenda May, estou sem paciência e com muito sono pra escolher alguma coisa- disse arrastando sua mala até um pequeno banco no canto da loja. Realmente, seus olhos m*l conseguiam se manter abertos; em qualquer outro momento era aproveitaria a oportunidade que o filipino havia lhe dado e escolheria alguma peça.  O moreno passou alguns minutos em frente às araras, não conseguia se decidir entre a de renda vermelha ou a de seda rosa e preta. Por fim, pagou pelas duas e ainda comprou um creme para ele próprio. -Aqui Jojo- entregou a sacola na mão dela - Para as próximas vezes que a gente t*****r- falou baixo Joalin bateu com a sacola no peito do moreno, que reclamou em seguida. A loira tentou esconder um sorriso no rosto e espiou dentro da sacola. -Não precisava ter comprado duas. Obrigada Bailey. -Você merece, Jojo.- Beijou a bochecha dela. A verdade é que os dois m*l podiam esperar qualquer oportunidade para transarem de novo, em todos os lugares, de todos os jeitos possíveis. A finlandesa sentiu seu rosto esquentar e riu sozinha quando voltou a se sentar, estava cada dia gostando mais disso que estava acontecendo entre ela e May, mesmo que ainda não conhecesse palavras cabíveis para explicar a relação. Bailey por outro lado, sempre achou que quando perdesse a virgindade, iria sentir mais curiosidade de t*****r com outras garotas, porém só conseguia pensar em Joalin, acordava e dormia pensando na garota, nenhuma outra mulher despertava seu interesse ou o atraia.  O filipino estava começando a acreditar na possibilidade de estar completamente apaixonado.
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