Meu coração acelera, sei que é ele apesar da enorme diferença, mas tenho medo de não ser e ter acabado de confundir as pessoas, então continuo andando e passo bem ao seu lado.
- May?
Me viro quando ouço sua voz perguntar tão próxima a mim - sou eu, você é?
- Victor, lembra de mim? ele sorriu e apareceu aquelas covinhas que eu tanto admirava.
- claro, nunca esqueci. Retribuí o sorriso e ele logo me puxou para um abraço quentinho.
- hum hum, com licença. Ouço a voz de Will bem próximo a gente, me afasto do seu abraço e logo vejo a cara de poucos amigos que ele está fazendo, sei que Will é super protetor, mas honestamente não precisava sempre agir dessa forma.
- Will esse Victor meu amigo, Victor esse é Will meu irmão favorito. Digo fazendo sinalização para ambos apertarem a mão e é exatamente o que não fazem.
- Sou o único irmão dela, e ela é tudo pra mim. Will fala num tom que parecia mais uma ameaça e entende a mão para ele, ele aperta a mão de Will um pouco confuso, afinal eu nunca falará sobre meu irmão.
- é um prazer. Victor diz soltando a não de Will.
O clima fica meio estranho e tenso, parecia que Will realmente estava com ciúmes. Olho para verônica que parecia ter notado a mesma coisa que e observava tudo calada e atenta.
- Foi bom te ver, outro dia a gente marca alguma coisa, agora tô com minha família. Digo quebrando aquele silêncio ameaçador.
- claro, me dê seu número pra gente manter contato.
Passo o número pra ele, enquanto Will parecia que ia estrangular o garoto, me viro pra sair e Will me segue junto de verônica, não falamos mais nada. Ainda andamos em outros brinquedos, mas o clima não parecia mudar, meu irmão ficou com uma cara nada amigável e verônica parecia triste ou algo assim, por fim decidimos ir pra casa.
No caminho vejo verônica bocejar algumas vezes, imagino que ela deva estar muito cansada. Will em nenhum momento olhou para mim, seus olhos se mantinham firmes olhando para frente, ele não estava com raiva, mas parecia incomodado.
- vocês poderiam dormir em casa! Digo depois de ouvir mais um dos bocejos da verônica.
- Não sei se é uma boa ideia. Pela primeira vez ele me olhou e parecia sereno agora.
- Porque? a casa é sua também e agora que verônica é sua noiva posso dizer que é de vocês no caso!
- Pode ser uma boa ideia, estou muito cansada e só queria dormir logo Will. Verônica fala em meio a outro bocejo.
- se você quer, por mim, tudo bem. Will fala de uma forma tão doce, passando a m*l em sua coxa que sinceramente me deu uma certa inveja.
- Seu quarto está extremamente como você deixou, mas é claro que limpo, e posso te emprestar uma roupa pra dormir verônica.
- obrigada May. Ela responde de maneira amável.
- Sabe, porquê vocês não se mudam pra lá? pergunto olhando para will através do retrovisor.
- Isso é um assunto que podemos discutir depois. Ele diz sem me olhar e isso me incomoda bastante.
Já estávamos próximos quando o carro voltou a ficar em silêncio, então decidi não falar mais nada e esperar chegar lá. Assim que saimos do carro, me dirijo ao meu quarto para separar uma roupa para verônica. Verônica era mais alta, mas tinha certeza que um dos meus pijama devia caber nela, afinal ela era um pouco mais magra que eu, devido ela ser modelo. Assim que separo, entrego a uma empregada para que ela entregue no quarto de Will, pois eu realmente não queria presenciar nenhuma situação desagradável.
Tomo meu banho e visto uma lingerie preta, ela não é indecente, mas mesmo assim me deixa sensual de uma forma delicada. Deito na cama na expectativa de pegar logo no sono, mas sempre que meus olhos fechavam meus pensamentos iam até Will, fazia tanto tempo que ele não dormia na casa, mas agora estávamos sobre o mesmo teto e era como se não estivéssemos, eu me sinto incomodada. Ele havia mudado muito, estava frio, m*l falava comigo, não brincava, m*l sorria, simplesmente ele se tornou outra pessoa, mas não consigo entender como eu ainda quero ele por perto. Me levanto da cama e coloco o robe que é par da lingerie que estou usando e decido ir até a varanda da casa ou sei lá dar uma volta pelo quintal até que o sono venha. Quando passo pela porta do escritório de Will vejo a luz acesa e porta entre aberta.
Me aproximo da porta e vejo Will sentado na cadeira, ele parecia praticamente deitado olhando para o teto, entro devagar- você não conseguiu dormir? digo fechando a porta atrás de mim.
- caramba. Ele se assusta e quase salta da cadeira, não pude deixar de soltar um sorriso com o susto que ele tomou.
- desculpa, não tive a intenção de te assustar. Ainda estou sorrindo, mas logo meu sorriso desaparece quando vejo seu olhar de uma forma sombria sobre mim.
- Aonde você estava indo vestida assim? ele fala com uma voz dura e cheia de autoridade.
- eu ia ficar um pouco na varanda até o sono chegar, mas eu vi a porta do escritório aberta e decidi vim te vê. Digo
- Vestida assim? sua voz não mudou o tom e podia jurar que ouvir trincar o maxilar.
- qual o problema? sempre me visto assim. Digo na defensiva.
- Pra dormir May? você se veste que nem uma p**a pra dormir. Ele anda na minha direção como se fosse me dar uma surra.
- É só uma lingerie simples, não tem decote na blusa e o short e do tamanho que sua namorada usa e eu tô com o robe por cima, não tô de calcinha fio dental e de sutiã como sua "NOIVA" ( praticamente grito nessa palavra) e por acaso ela é uma p**a também? digo com um ódio terrível. Como ele ousa me ofender dessa forma? vim vê se ele está bem e uma das primeiras coisas que ele faz é me chamar de p**a? eu simplesmente não conseguia acreditar que ele se atrevia a falar assim comigo.