Capítulo 20 GAEL NARRANDO Assim que cheguei nessa porrä, o som da batida grave ecoava pelas paredes desse infernö de boate enquanto eu empurrava a porta com força suficiente pra fazer o segurança arregalar os olhos. Eu tava possuído. O sangue fervia nas veias. Os olhos escaneavam o ambiente como mira laser. Eu não era homem nessa hora. Eu era fera. Animal. Instinto puro. E foi aí que eu vi. Ela. Valentina. No centro da pista. Rindo. Rodando uma mecha do cabelo. Jogando charme descarado pra um cara qualquer, idiotä o suficiente pra achar que podia se aproximar. A raiva queimou na minha garganta como gasolina. Meu passo foi firme, rápido, até parar a menos de um metro dela. Ela me viu. E fingiu que não viu. Fingiu que eu não existia. Fingiu que não era minha. Fingiu que não sabia

