Capítulo 13 VALENTINA NARRANDO Eu ainda tava tremendo. Não de medo. De adrenalina. De ódio. De uma coisa perigosa demais pra eu dar nome. Eu até comecei a ir atrás dele, mas depois parei. E foi aí que ele me puxou pelo braço com firmeza, atravessando a lateral da boate como se fosse dono do lugar e talvez fosse mesmo. As pessoas abriam passagem. Ninguém ousava olhar torto. O corredor reservado era mais escuro, abafado, com paredes de concreto e luzes baixas que deixavam tudo ainda mais tenso. Quando ele me soltou, foi só pra se virar de frente pra mim. E aqui eu entendi. Ele tava putö. E absurdamente gostoso. Apesar de não gostar dele, não posso negär que ele é um deus grego. O maxilar travado, a veia saltada no pescoço, os olhos claros queimando em mim como se eu fosse o p

