CAPÍTULO 75 Maria Adélia (mãe da Isadora e da Rose) Passei anos engolindo o choro, anos convivendo com uma dor que parecia não ter fim. Me arrancaram da minha vida, da minha família, com a mentira mais c***l que alguém pode ouvir: “todos estão mortos.” E eu acreditei. Até que o destino, talvez com um pingo de piedade, me trouxe uma notícia que mudou tudo: Minhas filhas estão vivas. A Isadora me contou... e me falou também da Rose, da minha pequena, que havia desaparecido. O coração apertou de um jeito que me fez pegar o primeiro avião pra Creta, mesmo sozinha. Eu precisava vê-la com meus próprios olhos, abraçá-la, dizer que nunca deixei de amar. Cheguei já com o sol alto, o calor cortando o ar como faca. Assim que pisei no jardim, meus olhos varreram tudo até que… Ali estava ela. R

