Marlon Narrando Me aproximo dela, a boca quase colada no ouvido. Sinto o calor da pele dela, e minha voz sai rouca, carregada de uma necessidade que eu não posso mais ignorar. — Tá pronta pra mim, Samara? O corpo dela responde ao meu toque, como se cada palavra minha tivesse sido um comando. A tensão na sala aumenta. Eu sorrio de lado. Não é a primeira vez que uma aluna se interessa por mim, mas nenhuma delas mexeu comigo da forma que Samara mexeu. Ela tem algo diferente. — Eu pensei que era coisa da minha cabeça, mas eu sei que tu sente, assim como eu senti. — Falo, deslizando minha mão pela lateral do rosto dela, até chegar na nuca. Quando a minha mão aperta, sinto um arrepio nela. — Cäcete, que pegada do cão. — Ela murmura, e aquele comentário só faz meu desejo crescer. Não prec

