Diablo Narrando No Vidigal, a palavra final sempre será a minha. Me chamo Diego, mas ninguém se atreve a me chamar assim. Aqui eu sou Diablo, e o nome não veio à toa. Cresci vendo meu avô comandar essa porrä, segurando o morro na unha, e quando foi minha vez de assumir, fiz do meu jeito: punho firme e sem massagem. Quem cola comigo sabe, minha palavra é lei. Sim ou não. O que passar disso é vala. Tô no pique de sempre, descendo pra esse bailão que é de lei na favela. Comigo, só os de cria, os que tão desde o início. Meu bonde é reduzido, selecionei a dedo quem anda do meu lado. Assim que piso na entrada do baile, geral abre caminho. Os cria me vêem e já cumprimentam com respeito. — Fala, chefe! Levanto o queixo num cumprimento seco. Meu semblante é o mesmo de sempre: fechado, sem es

