Fran Narrando Terminei meu café tentando ignorar os arrepios sutis que ainda percorriam meu corpo. Mas era impossível fingir que nada tinha acontecido. Meu peito subia e descia num ritmo descompassado, e a lembrança da última mensagem de Fernando ainda martelava na minha cabeça. Respirei fundo, levantando pra arrumar a casa, mas a paz durou pouco. O telefone vibrou de novo. — Não é possível… — resmunguei, pegando o aparelho. Era ele. De novo. Meu querido padrasto, que parecia decidido a não me deixar em paz. A cada dez minutos, uma nova mensagem. Se não era texto, era imagem. E que imagens! Cada uma pior que a outra, me deixando com água na boca e o corpo queimando. — Desgraçado… — murmurei, largando o telefone no sofá e indo pra cozinha, tentando me distrair. Mas era só dobrar um

