Pânico na Caverna

1064 Words
Narrado por Alana — Victoria, suba! E não desça até que eu vá te buscar. O tom de voz que Nicolas estava usando era rígido e eu não conseguiria contrariá-lo nem se quisesse. — Me obedeça! — quando ele disse isso senti meus ossos estremecerem. Sem proferir mais nenhuma palavra subi as escadas para o segundo andar e foi aí que ouvi alguém gritando, então entrei no meu quarto e tranquei a porta assustada. Alguns minutos depois, tudo ficou em silêncio, mas eu estava desesperada pensando que poderia ter acontecido alguma coisa com Nicolas. — Céus, o que está havendo lá embaixo? — perguntei para mim mesma enquanto andava de um lado para o outro no quarto, aflita com tudo aquilo. Me segurei para não destrancar a porta e descer para descobrir o que estava se passando. Felizmente consegui me controlar e decidi ficar esperando Nicolas vir me buscar do jeito que ele tinha dito, porém mais uma vez voltei a escutar barulhos vindos da janela. Começo a entrar em completo desespero, é como se minha voz estivesse presa na minha garganta. Alguém abre a janela, era um homem f**o, seus dentes eram amarelos, ele cheirava m*l e tinha um sorriso diabólico. — Você é tão bonita de perto quanto de longe! — ele diz entrando pela janela do meu quarto. — O que você quer? — minha voz saiu quase num sussurro por conta do medo. — Eu quero você! Nesse momento o homem partiu para cima de mim cobrindo minha boca com um pano que tinha um cheiro forte, acho que era algum tipo de substância que me fez adormecer. Tentei gritar, mas acabei perdendo os sentidos e desmaiando. ••• Já era noite quando acordei em uma caverna e percebi que minhas mãos estavam amarradas com uma corda. Abri lentamente os olhos e mirei em volta tentando me situar e procurando descobrir onde estava, então percebi que havia mais uma garota do meu lado, ela estava grávida e amarrada assim como eu. No chão tinha outra garota aparentemente morta, suas roupas estavam estraçalhadas e cheias de sangue. Observei também que haviam algumas garrafas de bebidas e sacos cheios de dinheiro pelo chão da caverna escura. — Acordou? — o homem sai de uma parte da caverna não iluminada. — Quem é você? — Não ouviu falar de mim? — diz ele se aproximando de mim e tocando meu rosto — É claro que você ouviu falar de mim… — O que você quer comigo? — Só quero fazer você minha! Nesse instante o bandido soltou a risada mais horripilante que eu já ouvi. Me arrepiei apavorada e com uma sensação r**m sobre o que poderia acontecer ali. Ninguém apareceria para me salvar? Estávamos tão longe de tudo... — Cadê os outros ladrões? — perguntei tentando ganhar tempo, porém aquilo foi um pouco contraditório já que eu estava sem esperanças. — Outros? — o criminoso pegou uma das garrafa que estavam no chão e tomou um gole da bebida — Não tem outros, sou só eu! — Mas me disseram que... — Te disseram que tem “bandidos” assaltando os vilarejos e raptando mocinhas? — ele interrompe a minha fala — Mas não, sou só eu. Fiquei em silêncio orando para que algum milagre acontecesse e eu conseguisse sair dali a salvo. Nessa hora imaginei o que minha mãe estaria fazendo, se estava preocupada comigo, se estava me procurando... O que aconteceria se eu não tivesse fugido de casa? Eu não estaria aqui em apuros com esse larápio numa caverna no meio do nada. Acho que até um casamento arranjado seria melhor que isto. — É bom mesmo que fique quieta senão eu faço com você o que eu fiz com as outras. Quando ele disse isso olhei para a mulher morta no chão. Meu corpo inteiro estremeceu e entrei em pânico ao imaginar aquilo acontecendo comigo. — SOCORRO! — a moça do meu lado gritou repentinamente e isso fez com que eu me assustasse. O homem perverso foi de encontro à moça grávida e lhe deu um t**a na cara com o intuito de deixá-la em silêncio. Aquilo me deixou muito m*l, como ele tem coragem de fazer isso com uma pessoa indefesa? Que cretino! — Cala a boca! — ele gritou enfurecido amedrontando a garota. — Para de bater nela! — gritei de volta e então ele voltou a atenção para mim — Você merece morrer! Depois que eu disse isso senti meu rosto arder com a bofetada que ele me deu. Nunca pensei que fosse apanhar assim algum dia, é h******l e humilhante porque não pude nem ao menos tentar me defender. — Eu mereço morrer? — o criminoso dá uma risada com um tom de sarcasmo — Então vamos morrer juntos! Logo em seguida o homem me levantou do chão, me desamarrou e começou a puxar meu vestido. Implorei para que aquele ser imoral parasse com aquilo na esperança de que ele tivesse compaixão ou alguma coisa do tipo, mas foi em vão. — Me larga! — comecei a chorar enquanto me debatia para tentar escapar das garras daquele malfeitor, mas ele era muito forte e estava rindo de mim — Não faz isso por favor. — Você será minha! — disse ele ao rasgar meu vestido — Toda minha! Eu estava aterrorizada e pensava que não tinha mais escolha a não ser rezar para que quando ele acabasse o que queria fazer comigo não me matasse e me deixasse ir embora. Entretanto, não sei se foi o destino ou um milagre, me aparece um homem na entrada da caverna. Não consegui ver seu rosto, mas quando ele falou reconheci a voz na mesma hora. — Solta ela agora! — meu coração quase para quando descobri que o homem era Nicolas. — Temos visitas? — o homem m*****o me largou e foi na direção de Nicolas, sacando uma arma e apontando para ele. Nicolas ergueu as mãos e deu um passo para trás, então rastejei pelo chão e peguei uma das garrafa de vidro que o criminoso havia bebido. — Você achou o quê? Que iria chegar aqui e salvar ela? A arma foi engatilhada, mas antes que o bandido pudesse agir cheguei por trás e quebrei a garrafa na cabeça dele. Contudo, por infortúnio, ele se virou para mim e uma bala foi disparada.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD