Aproximei-me dela devagar. “Não se esconda de mim.” As palavras saíram baixas. Ela ficou imóvel. Seus olhos se ergueram para os meus com incerteza enquanto seus braços continuavam cruzados sobre o corpo. “Você não precisa se cobrir perto de mim”, continuei. O silêncio se firmou entre nós. Então, devagar e com cuidado, seus braços baixaram outra vez. As cicatrizes em suas costas ficaram visíveis logo depois. Antigas marcas de chicote cruzavam a pele clara em linhas irregulares que o tempo havia apagado um pouco, mas nunca por completo. Mais cicatrizes estavam em suas laterais, lembranças silenciosas de tudo a que sobrevivera. Não desviei o olhar de nenhuma delas. Aproximei-me até quase não restar espaço entre nós. A respiração de Isla mudou um pouco. “Posso beijar você?”

