CAP.7

334 Words
JUAN Me levantei com dificuldade, aquela v*******a me esfaqueou e acabou me apagando. Procurei pela casa toda e não achei ela e nem o bebê, não tinha muita coisa então provavelmente ela foi embora. Mas eu não senti alívio, muito pelo o contrário, eu a queria de volta. Ela não vai viver sem mim, não vai pegar minha filha e reconstruir a vida longe de mim. Não, ela não vai! Chamei um médico amigo meu, pedi para que ele me ajudasse e ele veio. Enquanto ele me ajudava com os cortes, meu celular tocou, era Cássia, minha sogra. Viviane achou mesmo que eu fosse ficar sem notícias, mas a própria mãe me entregou ela de bandeja. Isso que dá, confiar em família... Eu nem dormi de tanta ansiedade, ansiava por cada soco, chute que eu iria dar nela. Eu saí de casa cedo, queria pegar nossa filha primeiro. Não foi muito difícil, elas sempre se desgrudam durante a madrugada, e pra trazer a minha digníssima mulher, eu precisaria que o paizinho dela saísse de casa. Pra isso, Cássia me ajudaria. Esperei amanhecer e Cássia me ligou, meu sogro já havia saído de casa. Deixei Manuela com a vizinha, tomei um banho e sai rumo a casa dos meus sogros. Eu realmente não sei porque bato na Viviane, ela era a mulher dos meus sonhos, quem eu tanto amava. Mas de repente, acordei em um dia e ela já não prestava. Não vou mentir, eu queria muito viver feliz com ela, mas ela não me dá mais nada que eu quero, e com isso, eu reajo de uma forma errada. Eu não aceito o não. Enquanto eu dirigia fui pensando, nós éramos um casal tão bonito, tão bem sucedido. Assim que cheguei, me sentei na cama onde ela estava e fiquei admirando. Ela ainda é linda dormindo, tão serena... Jurando que se livrou de mim. Felizmente, a gente só se separa perante a morte. E eu tenho certeza que ela não vai querer morrer agora.
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