Henri Delacroix aproximou-se lentamente da pesada porta de pedra. Durante alguns segundos, ninguém disse uma palavra. Apenas o som distante da água escorrendo pelas antigas galerias quebrava o silêncio das catacumbas. Isabelle segurava a lanterna com firmeza. Gabriel permanecia atento ao lado dela. Adrien observava cada detalhe do mecanismo da porta. Henri respirou fundo. — Se realmente é uma Vernier, diga-me: qual era a frase que Lucien repetia para seus aprendizes? Do outro lado da porta houve um breve silêncio. Então a voz respondeu com tranquilidade. — "Uma obra-prima não pertence ao artista. Pertence ao tempo." Henri sorriu discretamente. Era a resposta correta. Ele girou o antigo mecanismo. A enorme porta de pedra abriu-se lentamente. Uma mulher entrou na sala. Tinha

