Um ano havia se passado desde que Isabelle e Gabriel se tornaram os Guardiões da Memória de Paris. Os cinco arquivos permaneciam protegidos em absoluto sigilo. Apenas um pequeno grupo de historiadores e restauradores conhecia sua existência. A missão era simples: preservar a história da cidade sem transformá-la em objeto de disputa ou ambição. Naquela manhã, a Fundação Laurent-Moreau preparava uma grande exposição internacional sobre a história da arte francesa. Obras raras chegavam de museus de vários países, e a expectativa era receber milhares de visitantes. Enquanto organizava os últimos detalhes, Isabelle foi interrompida por um mensageiro. — Senhora Moreau, isto chegou para a senhora. Era um pequeno estojo revestido de veludo azul. Sem remetente. Ao abri-lo, encontrou uma deli

