No estacionamento, passo os olhos pelos carros à procura da minha BMW. A lua alta no céu ilumina o asfalto de uma forma quase mágica, e por um breve momento, esqueço onde estou. O brilho suave das estrelas me faz suspirar enquanto me vem à cabeça uma imagem que tenho evitado há tempos: nós dois, Pedro e eu, nos beijando sob o luar em algum canto esquecido da fazenda. A luz prateada da lua banhando nossas peles, enquanto ao longe, imagino meu pai furioso com a minha demora para o jantar. As refeições, na nossa casa, são sagradas. Meu pai exige que todos estejam à mesa, sem exceção. Isso sempre foi motivo de tensão entre Pedro e ele. Nunca houve um convite para que Pedro jantasse conosco, por mais de dois anos de relacionamento. Era como se meu pai sempre tivesse duvidado do nosso futuro ju

