17.1

2318 Words
Pov Alice Cabello Jauregui Luna estava me testando. Eu sabia disso. Ela só queria tirar a paz que habitava dentro do meu peito, nada mais do que isso. Suspirei encarando mais uma vez a floresta escura do lado de fora da sua janela. Ao meu lado. Eu estava ali, entre os galhos olhando para aquele ser que costumava me fazer perder noites caçando por que eu não conseguia tirar ela da minha cabeça. Luna estava tão bonita. Mas infelizmente, ainda continuava a mesma filha da p**a de sempre. Ela teve minha atenção novamente quando parou perto da sua grande cama e tirou a micro camisola de seda vermelha que vestia ficando apenas com uma calcinha fio dental da mesma cor. Calcinha essa que estava toda dentro de sua comissão traseira e que fazia com que sua cor de pele fosse realçada milhões de vezes. Eu senti minha boca salivar. Meu cérebro dizia para eu cair fora dali, mas havia alguma coisa no meu corpo que me impedia totalmente. Eu não sei explicar em que momento pulei para dentro do seu quarto, eu apenas o fiz... E Luna nem notou que eu estava ali. Ao menos pareceu não notar. — O que você está fazendo aqui? — Ela perguntou sem me encarar ou se importar se estava semi nua ou não. Franzi o cenho confusa, eu não tinha feito barulho algum. — Como sabe que estou aqui? E então, ela me encarou por cima dos ombros e aquele olhar pareceu encarar a minha alma. Analisei mais uma vez seu corpo, onde estava aquela garota magricela de dois anos atrás? — Sou filha de duas ótimas vampiras... — Ela parecia contente que estava tendo todos aqueles efeitos sobre mim. — Acha que eu não saberia dizer quando há um vampiro de olho em mim, Alice? - Ela se virou e meu nome saiu em um tom diferente vindo dela. — Por que estamos agindo dessa forma? — Eu perguntei em um surto de coragem e encarando todo o seu corpo agradecendo mentalmente que eu não era obrigada a piscar e acabar perdendo aquela visão do paraíso. — Nós éramos melhores amigas... Ela deu apenas um passo para perto de mim, permitindo que eu tivesse uma visão privilegiada de seus belos s***s, já que apenas uma brecha de luz à iluminou. Senti uma pontada no meu s**o. — Éramos melhores amigas... — Ela reafirmou o que eu havia dito. — Mas acabamos ultrapassando essa linha tênue e estragamos tudo. - O amor também acontece quando já é tarde demais. - Eu suspirei acreditando em minhas próprias palavras. — E nós não estragamos nada! — Fui rude sem necessidade, Luna sempre despertava sentimentos em mim que eu não sabia lidar. — Você quem estragou quando... — Quando o quê, Alie? — Ela deu outro passo em minha direção. — Quando eu senti o que não devia? Quando você correspondeu cada momento ou quando eu vi que você era igual à todos os outros que tiveram em minha vida? As pessoas sempre estão indo embora, Alice... Em algum momento elas sempre vão. Essa é a minha única certeza! Fiquei sem resposta. — E-eu... Eu amo você! — Eu sussurrei, assumindo, pela primeira vez, o meu maior segredo e minha maior dor. Amava aquela garota, por todos aqueles anos sempre a amei, mas era cega demais para perceber ou assumir pra mim mesma que estava apaixonada pela única pessoa que não podia me apaixonar, eu amo a minha melhor amiga e eu morri diversas vezes ao imaginar que o sentimento não era recíproco, que ela nunca me amaria de volta e que jamais sentiria por mim o que eu sentia por ela. E por isso, guardei para mim e enterrei todos e quaisquer chances de dizer isso em voz alta, mas tudo caiu por terra... Luna não é a culpada, nunca foi e nunca seria. Me envolver com outras pessoas havia sido escolha minha e de mais ninguém, eu sempre soube que gostar dela iria exigir de mim muitas responsabilidades, até porque éramos melhores amigas que passaram a ser primas e o sentimento estava ali, sempre esteve. — Palavras não amam ninguém, Alice! — Ela cuspiu aquela que ela julgava ser à sua verdade. — Você só ama o fato de não ser sozinha. Sempre foi dessa forma, com o i****a do Billy, ouvi você dizer milhares de vezes que ele era o amor da sua vida, mas quando ele morreu você nem ao menos sentiu a falta dele! — Acusou. — Quando fomos pra cama, você usou a desculpa de querer entender como a anatomia feminina funcionava apenas para não ter que lidar com seus sentimentos confusos por mim! - suspirou. - Eu sim te amei, Alice... Eu. Apenas eu e mais ninguém! Mas como acabei de mencionar, "Palavras não amam ninguém!" E o irônico é que eu não sou tão diferente assim de você. - desdenhou. - O detalhe é que não preciso de sangue para sobreviver... — Você não pode dizer coisas que não sabe, essas coisas não são do seu interesse! Ela riu de forma amarga e pegou uma toalha de qualquer lugar próximo e enrolou em seu corpo, caminhando em direção ao banheiro. Eu não quis saber se o que ela faria ali seria algo importante ou não, eu apenas a segui. Precisava de respostas. Ou eu precisava continuar do lado dela mesmo que Luna não me quisesse ali. — Foi do meu interesse quando Lauren descobriu tudo... — Me olhou pelo espelho que ficava ali. — Foi do meu interesse quando tudo o que mais importava para mim era o seu bem estar e você lá, querendo Bree e todas as coisas que ela estava disposta à te mostrar. — Eu só... Queria entender... — Não há nada para entender aqui, Alice. — Luna parecia cansada. — Apenas dê o fora antes que eu fique mais irritada. Estou cansada, preciso descansar por que amanhã cedo tenho uma série de compromissos com a boate... Sabe, coisas de adultos. — E piscou um olho em minha direção. Eu fiquei irritada com sua reação. Por isso avancei com tudo sobre ela e a suspendi sobre a bancada de mármore. Meu s**o começava a latejar apenas por ver ela daquele jeito. — Cala a boca! — Eu disse vendo que ela ficou assustada. — Você não sabe de absolutamente nada! — Segurei firme em sua cintura. — Enquanto você brincava de ser adulta, eu estava lá fora aprendendo a ser humana de novo, eu estava aprendendo a lidar com essa raiva, força e ódio dentro de mim. Eu estava aprendendo a controlar minha sede para que pudesse ficar com você, mas você é tão burra pra não notar meus esforços pra tentar te manter por perto. Ela riu, mas foi um riso debochado. — O único esforço para aproximação que eu notei aqui, foi você tentando fazer Bree ficar, não foi? A b****a dela é tão doce assim que você não consegue mais deixá-la partir? - Suas mãos estavam em meus ombros e embora nossa proximidade fosse mínima ela ainda tentava fazer força para me manter o mais longe que pudesse. Talvez eu estivesse ultrapassando muitos limites, mas eu não podia permitir que ela me deixasse daquela forma. Eu sabia que Luna estava começando seu jogo de provocações. Sabia por que eu conhecia perfeitamente bem como tudo aquilo começava, infelizmente ainda não sabia lidar com todo o constrangimento de ficar tão perto daquele rosto sem ter vontade de beija-la inteirinha. — Eu não acredito nisso! — Ela me empurrou com tudo para trás. Como eu ainda estava distraída, foi fácil para ela. — Me deixe explicar? — Explicar o que, v*******a? — Ela disse se colocando em pé na minha frente. — Que enquanto eu tentava seguir minha vida em frente, sofrendo por você na primeira oportunidade que eu tinha, você estava lá fodendo outra? Abri e fechei a boca várias vezes, eu m*l sabia o que falar..Sempre soube que me envolver com Bree havia sido um erro, mas agora estava lidando com as consequências bem diante dos meus olhos. — Você é uma infeliz mesmo que não consegue lidar com a solidão e por isso acha que tem o direito de estragar a vida dos outros. — Luna não sabia, mas ela estava me machucando. — Apenas saia daqui, Alie... Me deixe sozinha antes que eu perca de uma vez por todas o resto da minha sanidade... — Me deixe explicar, por favor? — Pedi baixinho. — Alice, me livre do m*l que é gostar de você! — E então eu entendi o que ela queria me dizer com aquilo. Luna, não me queria por perto. E eu só tinha que aceitar aquilo tudo, mas como eu disse, a v*******a amava o fato de pirar todo e qualquer pessoa que cruzasse o seu caminho e com isso, enquanto eu saia pelo mesmo lugar que havia entrado, ela me fez parar com uma única pergunta: - Quer tomar banho comigo? - me virei rapidamente, não pela pergunta. Eu só realmente estava muito confusa. - Você cita Clarisse Lispector para mim em um momento e no outro quer que eu tome banho com você? Ela concordou e eu suspirei, deixando meus ombros cair em derrota quando percebi que meu coração havia escolhido aquela louca mulher para amar. Tirei minha jaqueta, cordão e qualquer outra peça de roupa que havia em meu corpo e com passos lentos caminhei até o banheiro em que ela estava, também já sem roupa. Meus olhos passaram rapidamente por suas curvas, observando mais uma vez uma das maravilhas do mundo e Luna realmente era perfeita, não havia nenhuma imperfeição ali. - Você não precisa ficar assim. - Ela disse. - Você acabou de dizer que não confia em mim. - entramos no pequeno boxe transparente enquanto eu abri o registro deixando a água nos molhar. - Eu não disse isso, mas precisava ter certeza de que você ainda era a minha melhor amiga. - Esclareceu. - Eu confio em você e isso é estranho para mim ainda. Saber que seu coração não bate e que seu rosto não cora, é mais estranho ainda saber que você se alimenta de sangue humano. - Eu jamais machucaria você! - E eu sei, mas aconteceu. - Me abraçou e senti o seu corpo nu colado ao meu. Aproveitei daquele contato e envolvi meus braços em seu corpo aproveitando os centímetros à mais que tínhamos. - Não quero ter que passar por isso novamente. - Eu prometo que não iremos. - assegurei. - Não sei como faremos daqui pra frente, mas me comprometo totalmente à acabar com qualquer coisa que me impede de ter você. - Obrigada por isso. - Ela disse baixinho e sua mão foi até o registro o desligando enquanto a outra pegava o sabonete. - Não há o que agradecer aqui. E ficamos em silêncio o tempo todo em que nossas mãos passaram por nossos corpos, Luna se aproximou de mim deixando claro que gostaria de me dar o banho e assim permitir me esforçando ao máximo para segurar os gemidos enquanto suas mãos passavam por meus s***s, ombros e barriga, eu me preparei para o momento em que sua mão desceria um pouco mais, mas não aconteceu. - Não vá pensando que nós iremos para os finalmente agora. - disse risonha. - Não vou t*****r com você namorando outra. Acabei rindo, concordando e pegando o sabonete de suas mãos para repetir os mesmos movimentos que ela em seu corpo. Luna não merecia passar por aquelas coisas e eu faria a coisa certa dessa vez. Por fim, quando acabamos, ela pediu para eu ficar e então fiquei. Deitei do lado dela na cama e a vi adormecer em segundos, Luna parecia não fazer aquilo por muito tempo e eu senti a paz que tanto precisava em meu próprio coração. ... Os primeiros raios solares já haviam surgido à horas, mas isso não me impediu de continuar correndo. Eu tinha passado a noite toda, com Luna e isso me deixou sonhadora demais, talvez perturbada e com isso, assim que o sol deu seus primeiros sinais e sabia que nossas mães estavam voltando para casa, sai dali sem antes deixar um beijo na testa da minha garota. Aproveitei para me alimentar um pouco mais de sangue humano e agora eu entendia o que mama Camz queria dizer com a enorme diferença entre os dois tipos de sangue. Embora minha família recriminasse meus hábitos, eu não poderia me importar menos já que os humanos que eu selecionava para ser minhas refeições, eram os piores possíveis. Então, nem faria falta para a humanidade, de qualquer forma. Porém, acabei voltando para casa. Eu queria tomar um banho e ficar com minha família, sentia falta deles. Mas então, minha atenção foi totalmente voltada para o carro vermelho que corria em alta velocidade pela saída da cidade e trilhava um caminho que dava em direção a minha própria casa. Achei estranho, por que eu nunca tinha visto a mulher que dirigia o mesmo antes. E ela era espetacular. Incrivelmente linda. Até que ela parou, bem em frente a casa da minha avó e eu ouvi um gritinho de excitação sair dali de dentro, em segundos uma Luna em uma roupa de executiva saiu correndo em um salto agulha até a mulher que esperava por ela de braços abertos bem em frente à nossa casa. — Que bom que você chegou, meu amor. Eu estava morrendo de saudades! — Luna pulou em seus braços e com uma delicadeza que me causou ciúmes, ela à beijou. Eu senti meu coração se quebrar em milhões de pedacinhos. Eu senti raiva, ódio e amargura, eu me senti traída. Senti tudo aquilo que um dia jurei que jamais sentiria. Principalmente, eu senti vontade de m***r aquela garota. ✂️ Até logo...
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