A pequena cidade estava agitada, nunca houve assalto a nada a ninguém, câmeras de segurança fora espalhadas, por toda praça central, Jorge da oficina de Renato, observava a tudo, Fabiana e o seu companheiro, viajaram para trazer novidades. A pequena cidade jamais seria a mesma.
Gusavo liga para sua mãe, chamando-a para receber um prêmio com ele, a mulher orgulhosa do sucesso do filho, se despede do namorado e vai seria uma excelente oportunidade de conversarem.
No restaurante Isadora, está com Tamires, a jovem pretende tirar a mãe da cidade.
_ Filha, não quero ir até a capital, aqui já tenho meu negócio, seu irmão trabalha, gosto de viver no interior. Até porque, aqui é apenas algumas horas de seu endereço, é uma comunidade unida, seu primo, é o delegado, e o juiz Magalhães, é um excelente protetor local.
_ Mãe, eu fui abusada aqui, meu irmão matou uma pessoa pra defender a minha reputação, esse juiz, é um psicopata, quero a senhora longe dele!
_ Filha, como você fala desse jeito? Sempre foram tão ligados? Não é porquê seu irmão está se divorciando de Helena, que devemos nos afastar, afinal tem a pequena Maria...
_ Mãe, fica longe desse povo!
_ Eu não posso!
_ O que há mãe? Pergunta quase entrando em desespero...
_ Eu o amo, estamos saindo.
A jovem olha pra mãe, desesperada suplica: _ Mãe, ele é um lixo!
Sem falar uma palavra, pegou sua bolsa e saiu.
A mulher ficou sem entender.
A jovem entra no carro e liga para o juiz.
Ao ver a ligação, ele acha que terá alguma chance de reatar, a moça é cirurgica.
_ Escuta só, ou você se afasta da minha mãe, ou não só essa merda de cidade, mas o mundo vá saber so submundo de Estêvão Magalhães. Eu não tenho mais medo, quem eu não queria que soubesse já sabe. E é relação ao meu irmão, seria interessante saber que um assassino , além de casado com a filha de um juiz, tem uma filha com ele.
Sem esperar resposta desligou, e voltou para capital.
Em seu escritório bufando, com essa agora, era preciso cautela, a mulher estava segura demais, e ainda tinha o pela saco do Osvaldo, que era apaixonado por ela
Tentando se acalmar, respira fundo quando Helena, entra com cafezinhos, os dois começam relembrar os desafios que sofreram nos últimos meses, o quanto se amavam, e isso doía no coração dela. Se Ele soubesse que ela não era sua filha, tinha medo por sua mãe.
_ Então, pai, você vai, ficar de boa com minha mudança?
_ Querida, você ficou tanto tempo, longe, tanto tempo afastada. Morando fora, que fico triste, mas se é por seu crescimento, tem total apoio do seu pai.
A secretaria entra, a jovem pega o copo do cafe e põe num saquinho, guardando em sua bolsa. Ela sussura;
_ Desculpa, pai, preciso ter certeza de tudo!
Saiu do gabinete, tinha que encontrar Gustavo e fazer esse maldito teste, e assim saiu.
Edna esta almoçando com Leandro, apesar do assalto a banco ainda esta em investigação, o delegado da cidade estava muito feliz, enfim parecia, que o amor bateu em sua porta.
_ Edna, gostaria muito, que seu filho me aceitasse...
_ Paciência, senhor delegado, ele vai aceitar, afinal, sou mãe dele, não ele o meu pai.
A conversa estava descontraída, até os Magalhães entrarem no restaurante, com a pequena Maria, a criança ver Edna e solta a mão da babá, vai até a direção de sua verdadeira avó e a abraça, Isadora, que estava de braços abertos, fica no vazio, Susana, ria de forma discreta, já o seu marido, estava desconfortável. Olhando para a babá de forma rígida, a pede pra pegar a menina. A mulher constragida, vai até a mesa de Edna, mesmo sabendo da verdade, a vó de Maria, a entrega a babá, prometendo uma visita em seu sítio, quando sua mãe voltasse de viagem. A contra gosto, a menina se ver retornando pra mesa dos Magalhães, Estêvão repreende a pequena, dizendo que sair correndo em um local público, poderia te-lá machucado, logo Isadora, chega, e beija a menina, lhe trazendo uma generosa fatia da sua famosa torta de chocolate. Olhando para o belo juiz, relembra a noite que tiveram, enquanto ele, estava preocupado com o que acontecia na mesa de sua rival.
_ Acho que nossa querida amiga, está vivendo um novo amor, não acha, querido marido? Provocou Susana.
_ Eles sempre estão juntos. Alfinetou Isadora.
_ A vida dessa mulher pouco me importa. Falou. mas, uma das mulheres sabiam, que tal sentimento era da boca pra fora.
Depois da divisão do dinheiro roubado, Jorge consegue quitar suas dívidas, e ainda aplica, uma parte no próprio banco, e outra pro seu novo negócio. Nunca que ninguém descobriria a autoria de seu crime.
Exausta da viagem, mas mesmo assim querendo resolver o m*l entendido, Helena, vai ao apartamento de Gustavo, ele não estava, e ela resolveu esperar, na recepção do condomínio, quando o rapaz chega, estranha a visita, mas mesmo assim, aceita conversar.
_Oi, aconteceu algo com Maria? Perguntou.
_ Não, mas preciso falar contigo.
_ Certo, vamos ao meu apartamento.
Chegando lá, ela viu um convite em cima da mesa.
_ Nossa que legal, Gustavo, você será homenageado, fico feliz.
_ Eu e mais meia dúzia de pequenos empresários. Fala sem emoção.
_ Eu vi pra gente fazer DNA. Falou firme.
_ Você acha que minha mãe está mentindo? Falou aborrecido.
_ De forma alguma. Quero saber se minha mãe diz a verdade.
_ Do que você está falando?
_ Eu não sou filha de Estêvão Magalhães! Minha mãe engravidou de um outro jurista. Ela não quis falar. Mas eu quero te da certeza. Eu te amo Gustavo, e sei que Deus não colocaria, um sentimento desses na gente, ele jamais permitiria que pecassemos.
Concordando, os dois se acertam para fazer o exame, Helena vai embora, minutos depois,sua mãe chega.
Já em seu apartamento, Helena ver a premiação por Internet. Ele era lindo, era seu amor e não desistiria dele jamais.