Helena Meu pai continuava me apresentando a alguns convidados, sempre ressaltando o orgulho que tinha de mim e insistindo na ideia de que eu faria uma carreira brilhante no setor privado. Algo que ele repetia com tanta convicção… e que, por alguma razão, naquela noite soou mais como um aviso do que como um desejo. Eu tentava sorrir, tentava acompanhar a conversa, mas não conseguia me divertir nem relaxar. Havia uma aflição latejando sob minha pele. Uma parte de mim não tirava os olhos do meu pai, de Beltrão… e de Marcos, cuja intenção em me conquistar estava tão escancarada quanto sua ambição. Aquela festa tinha opulência demais, interesses demais, olhares demais. Eu precisava de um minuto sozinha e fui ao banheiro, porque Marcos não me deixava dar um passo sozinha. Eu precisava de

