Capítulo 5

1473 Words
O sinal tocou para o fim da aula, e Keira sobreviveu a mais um dia dos tormentos que Adam e o time de futebol a fizeram passar. Finalmente, a escola terminou por hoje. Keira Estou começando a caminhar para fora da escola, indo para casa, quando sinto meu telefone vibrar. Como estava em aula, ele estava no silencioso. Quando o peguei, vi que era minha mãe. — Oi, mãe, o que foi? — digo ao telefone. — Querida, não consigo falar com seu irmão, então você precisa avisá-lo que vou me atrasar hoje à noite e vocês dois vão ter que se virar para o jantar. Minha mãe trabalha como assistente administrativa para o pai do Adam. Quando Adam se mudou para cá há 7 anos, ele não só tirou Kevin de mim, como o pai dele também "tirou" minha mãe. Minha mãe trabalha longas horas e nunca está em casa. Quando reclamo com ela sobre Adam e suas provocações, ela diz que não há muito o que fazer. Garotos são garotos. E ainda acrescenta que, se falar com o chefe sobre o filho dele, isso pode criar problemas para ela. A influência de Adam está em toda parte na minha vida. Simplesmente não consigo escapar desse garoto. Ele tirou de mim todos que deveriam se importar comigo. De alguma forma, eles se importam mais com ele do que comigo, seu próprio sangue. — Ok, mãe, vou avisar o Kevin — respondi. — Querida, quando eu chegar em casa hoje à noite, preciso conversar com você e Kevin. Então, uma reunião de família por volta das 19h30, ok? — ela diz ao telefone. — Está tudo bem? — pergunto, pois geralmente minha mãe não fala que vamos ter uma reunião de família. — Sim, só precisamos conversar. Vai haver uma pequena mudança no meu trabalho e precisamos ter uma reunião de família. — Ela diz, e depois acrescenta: — Tenho que ir, por favor avise o Kevin e eu te vejo hoje à noite às 19h30, ok, te amo, tchau. — Ok, te amo, tchau — digo, desligando a ligação. Agora tenho que encontrar o Kevin. Eu sei onde ele está, provavelmente no campo de futebol com o Adam. Kevin e Adam são os jogadores estrela do time de futebol da escola. Foi assim que se tornaram amigos, pelo amor ao futebol. Um dia no campo, chutando a bola, foi o começo da “bromance” deles. Cheguei ao campo de futebol e vi os garotos fazendo exercícios. Tenho que admitir que meu irmão é bom, ele definitivamente tem habilidades atléticas entre nós dois. Eu, tropeço nos meus próprios pés só tentando correr e chutar como eles. No futebol infantil, eu ia a todos os jogos dele. Ele costumava dizer que eu era sua maior torcedora. Quando Adam entrou na vida dele, no começo, eu ia aos jogos deles e realmente torcia para os dois. No primeiro mês depois de conhecer Adam, pensei que talvez nós três fôssemos como os 3 mosqueteiros, já que fazíamos tudo juntos. Mas isso só durou um mês, depois eram só os dois. Logo depois disso, parei de ir a qualquer jogo de Kevin e Adam. Quem precisava da irmãzinha vergonhosa rondando o campo de futebol? Foi o que Kevin disse, “eu era uma vergonha para ele.” O treinador apita e os garotos vêm para o banco tomar um pouco de água. Agora é a minha chance, respiro fundo e vou até a cerca perto do banco. — Kevin! — grito para ele. — Preciso de você por um minuto. — Ele olha para mim com uma expressão confusa. Ele sabe que eu não estaria lá se não fosse importante. Vejo ele falando com Adam, então finalmente vem até mim. À medida que se aproxima, ele para de repente, percebendo que estou vestindo apenas uma regata e jeans. — Keira, que diabos você está vestindo? — ele grita, alto o suficiente para os outros olharem para mim. Meu rosto fica vermelho de vergonha por causa das palavras dele, e agora todos estão me olhando. — Roupas. Por favor, eu preciso falar com você, é importante — digo a ele. — Quem diria que a garota mendiga tinha melões debaixo daquela camisa — ouço um dos garotos dizer. — Cala a boca, Colt, essa é minha irmã — Kevin grita e vem até onde estou, perto da cerca. Espera, o Kevin realmente mandou o amigo calar a boca? Ele realmente me defendeu e não zombou de mim? Isso é novidade. — O que foi? — Kevin pergunta. — Mamãe me ligou, não conseguiu falar com você. Ela vai se atrasar hoje à noite e temos que cuidar do nosso próprio jantar, mas também disse que vamos ter uma reunião de família quando ela chegar em casa às 19h30 — contei a ele. — Ela está bem? — ele pergunta, pois sabe que isso não é algo normal na nossa família. — Ela não disse, apenas desligou rapidamente — respondi. Nesse momento, Adam se aproxima e diz para ele: — Kevin, está tudo bem? É hora de voltar para o campo. — Sim, estou bem. Keira, coloque uma roupa, tem homens por aqui! — ele diz, enquanto se vira para voltar ao campo. Adam ficou mais um segundo, olhando, depois se virou e voltou ao campo. Por que Adam estava olhando para mim? O que foi isso? Acho que é o poder dos s***s, como Jaime diz. Não sou boba, sei que s***s fazem os homens ficarem moles. Também sei que, quando você tem s***s grandes, também é alvo de zombarias. Já tive minha cota de ser zombada, com certeza. Saí do campo de futebol e fui para casa. —- Adam Estamos praticando alguns revezamentos com a bola de futebol quando o treinador finalmente apita para nos dar uma pausa. Vou até o banco de futebol para beber água com o resto do time. — Kevin! — ouvi alguém gritar. Olho para ver a irmã gêmea de Kevin, Keira, acenando e dizendo — Preciso de você por um minuto. Kevin olhou para ela e disse para mim: — O que ela quer? — Não sei, é melhor você ir até ela antes que um dos caras vá — disse a ele. Ele vai até a cerca para falar com ela. Enquanto tomo um gole de água, Colt se aproxima de mim e diz: — Por que a mendiga está aqui? — Não faço ideia, talvez ela precise pegar algumas roupas do Kevin. Elas podem caber nela. — As roupas do Kevin nela seriam uma melhoria em relação aos sacos de lixo que ela usa agora — Colt riu. Eu sorri. Esse foi um dos trotes que Kevin e eu fizemos com Keira quando tínhamos 13 anos. Quando ela começou a usar essas camisetas enormes, bem grandes. Pensamos que, como ela usava essas camisas gigantes, deveria usar sacos de lixo, já que parecia uma pessoa sem-teto. Pessoas sem-teto tendem a usar todas as roupas que conseguem, independentemente do tamanho. É isso que parece com as roupas da Keira. Ela usa qualquer coisa grande que consegue. Então, enchemos o armário dela com sacos de lixo e um bilhete dizendo que era o novo guarda-roupa dela. Keira nunca disse nada sobre isso. Foi logo após essa brincadeira que o apelido “mendiga” começou, e as zombarias sobre fazer compras em brechós. Quatro anos depois, ela ainda tem esse apelido. Alguns dos garotos se aproximam de Kevin para ver por que ele está gritando com a irmã. Colt volta ao banco rindo — Kevin realmente está reconhecendo que a mendiga é irmã dele. Não há como eu admitir isso em voz alta para alguém! Ele tem coragem. — Melhor eu resgatar o Kevin. Não parece que a mendiga vai sair tão cedo — eu disse para Colt. Fui até onde Kevin estava e disse: — Kevin, está tudo bem? É hora de voltar ao campo. — Sim, estou bem. Keira, coloque uma roupa, tem homens por aqui — Kevin disse a ela. Virei-me para olhar Keira e percebi que ela não estava com a camisa larga de costume. Por que ela está de regata? Não é de se admirar que Kevin tenha dito que ela precisa vestir uma roupa. Keira nunca usa algo assim normalmente. Kevin se virou para ir embora, mas continuei olhando para a regata de Keira. Colt tinha razão, Keira tem p****s bonitos, ela deveria mostrá-los mais. Virei-me e alcancei Kevin, perguntando: — Sobre o que foi isso? — Reunião de família. Mamãe precisa conversar conosco hoje à noite — Kevin disse. — Provavelmente tem a ver com meu pai e uma viagem de negócios que ele tem que fazer. Vamos voltar para o treino antes que o treinador venha até aqui — eu disse para Kevin.
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